segunda-feira, 22 de junho de 2026

 

LUSITÂNIA


"Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar."

Júlio César


Qualquer semelhança no ano de 2026 D.C. é puramente irreal, excepto na parte que diz "nem se governa". Governam-nos, de fora, a cúpula da nova Roma e já não há Viriatos que nos acudam.

João Andarilho

sábado, 20 de junho de 2026


UMA RUA SINGULAR


https://www.luzinterruptus.com/ 

Em Toronto há uma rua que se tornou singular, porque em 1 de Outubro  de 2016, no âmbito de uma instalação feita pelo colectivo artístico espanhol Luzinterruptus, foi alcatroada de livros, proporcionando uma imagem que vale mil palavras.

Boas leituras.

João Andarilho 


quarta-feira, 17 de junho de 2026

 

BOLERO




BOLERO DO CORONEL SENSÍVEL

QUE FEZ AMOR EM MONSANTO

(António Lobo Antunes/Vitorino)

Eu que me comovo

Por tudo e por nada

Deixei-te parada

Na berma da estrada

Usei o teu corpo

Paguei o teu preço

Esqueci o teu nome

Limpei-me com o lenço

Olhei-te a cintura

De pé no alcatrão

Levantei-te as saias

Deitei-te no banco

Num bosque de faias

De mala na mão

Nem sequer falaste

Nem sequer beijaste

Nem sequer gemeste,

Mordeste, abraçaste

Quinhentos escudos

Foi o que disseste

Tinhas quinze anos

Dezasseis, dezassete

Cheiravas a mato

À sopa dos pobres

A infância sem quarto

A suor, a chiclete

Saíste do carro

Alisando a blusa

Espiei da janela

Rosto de aguarela

Coxa em semifusa

Soltei o travão

Voltei para casa

De chaves na mão

Sobrancelha em asa

Disse: fiz serão

Ao filho e à mulher

Repeti a fruta

Acabei a ceia

Larguei o talher

Estendi-me na cama

De ouvido à escuta

E perna cruzada

Que de olhos em chama

Só tinha na ideia

Teu corpo parado

Na berma da estrada

Eu que me comovo

Por tudo e por nada.


André Carrilho 


domingo, 14 de junho de 2026

domingo, 7 de junho de 2026


ALL


 "Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível" 

Pessoa 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

 

3 DE JUNHO


Dia do trabalhador em sede de greve geral de trabalhadores convocada pela CGTP e porquê? Porque está em causa a monstuosa ofensiva do patronato a coberto do seus comissários do governo e do parlamento, no sentido de cortarem direitos inalienáveis dos trabalhadores consagrados na Lei que os regula. Esta ofensiva só poderá ter êxito com a resposta de quem produz e gera a riqueza do país contra aqueles que nada produzem e ficam com noventa por cento dessa riqueza em forma de mais valia.

Viva a Greve Geral, viva a nossa luta!



João Andarilho 



  UM OLHAR MIL PALAVRAS  João Andarilho