sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026



AS FRALDAS DO EÇA 


Com a devida vénia transcrevo a peça infra, da autoria de Guilherme Antunes, reproduzida na plataforma FB.

João Andarilho 



"ELE DIZ QUALQUER COISA


Casualmente comecei a ouvir aquele gajo que tem andado a presidenciar Portugal pelo estrangeiro. E pensei se ia à casa de banho ou ficava ali, paradinho, a fazer o que estava a fazer (leitura de um livro de história do fascinante século XVI).

Decidi ouvi-lo na arenga coimbrã. Foi miserável o que o homem disse. Mentiu, foi cínico, fez promessas idênticas a que repetidamente já recorrera em vão: - «Ninguém fica para trás». Recordamos todos o que vale a palavra dada ao seu povo, para que mais uma vez e as vezes que forem precisas, este povo demente, profundamente ignorante e crente nas graças pias da protecção divina, o ouça atentamente e no final recoloque a coleira e mantenha a “compostura democrática” tão elogiada pelo caramelo da ginjinha barreirense.

O comportamento é reles, a mensagem é de plástico, o sentimento é falso, o gajo quer é safar-se rapidamente daquilo e rumar à confortabilidade de Cascais.

As tragédias sucedem-se em Portugal, ora no Verão, ora no Inverno, as populações morrem e têm prejuízos de grande monta. A vida dos pobres é pior ano após ano, os ataques intermináveis ao SNS são uma marca ideológica que a direita persegue pelo extermínio, há 5 décadas.

Os escroques do governo OBRIGADOS a irem para o terreno, por lá andam a fingir que trabalham e decidem. Nas televisões ouvimos diariamente os bombeiros a reclamar, os engenheiros a denunciarem os erros de décadas de um grupo de bandidos do P”S” e do PSD, as populações, aos milhares, em desespero e sem horizontes perante as perdas imensas que sofreram. Que país civilizado nomeia uma incompetente pouco alfabetizada para o “métier”, como esta Lúcia do nosso costumado descontentamento? Que critérios tem o péssimo Montenegro para escolher as (in)competências dos gajos(as) que nomeia por amizade ou por manifesta impossibilidade de contar com os bons?

Voltando ao presidente de Belém, mentiroso palavroso, que em plena tragédia promete vários mundos de recuperação da felicidade às populações indefesas e facilmente manipuláveis. NÓS SABEMOS QUE ELE MENTE!

4 semanas depois, milhares de compatriotas continuam sem electricidade, a traição mortal que as organizações do P”S” e do PSD nos governos impuseram à soberania nacional só será lavada quando a E-REDES for levada a tribunal por crimes contra o povo e a rede eléctrica voltar para a posse do Estado.

Pedir aos comunistas que, em qualquer caso da vida, saiamos em socorro deste estado de coisas continuado pelo P”S”, é não ter um pingo de vergonha na cara. É já ter vendido a alma ao credor mais à mão.

Guilherme Antunes"

 PONTA PÉ NA BOLA À MODA DO FCP


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João Andarilho 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

 


TRAFULHICES RIMA COM VENTRULHICES e PONTAPÉ NA BOLA



Até ao momento, há um milhão setecentos e vinte e nove mil quinhentos e trinta e sete pessoas simultaneamente racistas, xenófobas, extremistas e fascistas neste país, ainda que anónimos, mas expressamente escrutinados nas urnas. Diga-se que sempre o foram e sempre andaram por aí à nossa volta, connosco rindo, comendo e bebendo, partilhando-nos alegrias e tristezas, mas disfarçando a podridão que lhes vai na alma. À primeira oportunidade que lhes foi presenteada por um regime podre por dentro, sem pudor se manifestaram em sufrágios formalmente democráticos, (ironicamente não fosse a revolução vermelha, não haveria existido em transparência).

Quarenta anos de trafulhice/vigarice parecia ter chegado ao fim com a tomada de posse de AVB, jovem e com discurso disruptivo no calor de disputa eleitoral. Debalde, no confronto entre FCPorto e Sporting Clube de Portugal, recente, veio ao de cima o ADN, anti-desportivo, manipulador e despudoradamente fascista, da popular agremiação desportiva do norte do país. Os actos ficam para quem os pratica e mancha a história e bom nome da dita agremiação.

São dois exemplos que coincidem em termos sociológicos para caracterizar uma forte percentagem de elementos constitutivos da sociedade portuguesa. Serve para análise, aprendizagem e aviso.

Mau Tempo no Canal


João Andarilho  





sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

 

O VOTO É UMA ARMA




Domingo, parafraseando  Álvaro Cunhal, "com uma mão tapa-se os olhos, com a outra põe-se a cruz"

Transcrição do blogue "As Palavras São Armas", com a devida vénia.

"O 25 de novembro de 1975 anunciou o temporal, os primeiros sopros da tempestade traziam avisos de privatizações, intempéries de corrupção, o desabar de empresas estatais que poderiam ter amenizado o sofrimento que ora nos aflige; a EDP que havia levado luz a aldeias isoladas, foi desmembrada e entregue a preço de saldo a abutres que se pavoneiam de bolso recheado, a água, as comunicações rodoviárias, ferroviárias ou de telecomunicações, não escaparam à gula, e a Banca usurária e arrogante controlando a alcateiam que nos usa. Todas as estruturas que sustêm um Estado soberano e independente foram relegadas a interesses privados, e privados ficamos do que nos pertencia com as consequências visíveis e sentidas. Ministros aparvalhados balbuciam trivialidades, anunciam reuniões e conclusões de farsa, o PR aproveita para se deslocar ao Vaticano, a insensibilidade dos governadores deste protetorado é insana, repugna e entristece.


Publicada por cid simoes"

domingo, 25 de janeiro de 2026

 A CAVERNA 

Ler e o hábito da leitura é uma poderosa ferramenta que promove, através do conhecimento, que sejamos melhores seres humanos, bons homens e mulheres, conscientes, esclarecidos e solidários. Vem isto a propósito da transcrição de um diálogo supostamente ocorrido entre duas pessoas, na cidade de São Paulo; uma esclarecida e outra vivendo na sua caverna. Eis a descrição com a devida vénia:


"Bom dia não é só um cumprimento.

Às vezes é um choque de realidade.

Hoje, voltando do trabalho — madrugada inteira nas costas, corpo cansado, olhos pesados — eu estava sentado no metrô de São Paulo, rumo à minha querida Zona Leste, Itaquera. Sábado, 9h da manhã. O Brasil real acordando cedo. O Brasil que não tem motorista, não tem helicóptero, não tem sobrenome histórico. Só tem boleto, sono e dignidade.

Um senhor sentou ao meu lado.

Pegou o telefone.

E começou o ritual de sempre — aquele mantra repetido por quem nunca parou pra pensar:

“Esquerdista é vagabundo, ignorante, pobre…”

Eu ouvi calado.

Respirei.

Esperei ele desligar.

Aí falei:

— Bom dia, senhor. Por que tanto ódio?

E não dei tempo de resposta.

Porque algumas ideias precisam ser desmontadas antes de se defenderem.

Disse com calma, mas com precisão cirúrgica:

— O senhor deve ser muito rico, né? Andando de metrô sábado às 9 da manhã…

— Seu motorista deve estar de folga hoje?

— Seus filhos são donos de grandes empresas?

— Seus netos estão estudando fora do Brasil?

Ele começou a diminuir. Literalmente.

O corpo encolheu.

A voz sumiu.

A ideologia começou a tremer.

Até que ele respondeu, meio sem chão:

— Não tenho motorista… meu filho é mecânico… não tenho netos formados…

Aí veio o silêncio constrangedor.

Aquele silêncio que só aparece quando a consciência bate na porta e ninguém quer abrir.

E eu completei, olhando nos olhos:

— Então o senhor não tem vergonha de dizer que é de direita?

— Pelo amor de Deus, o senhor é um pobre de direita e nem sabe ainda.

— Mas ainda dá tempo. Dá tempo de aprender o que é consciência de classe.

— Dá tempo de ler, estudar, pensar… antes de defender governantes que nunca vão te defender.

Desejei bom dia.

Desci em Itaquera.

Ele não desceu.

Acho que não era a estação dele.

Ou talvez… não era mais o mesmo lugar mental de antes.

Porque quando a pessoa percebe que passou a vida defendendo quem nunca esteve do lado dela, a mente trava.

Buga.

Reinicia.

E é aí que mora o maior medo do sistema:

o dia em que o pobre começa a pensar.

Não é a esquerda que assusta.

Não é a política.

Não é o discurso.

É o despertar.

E depois que a consciência de classe acorda…

não há metrô que leve de volta à ignorância.


Ass : André Luiz Thiago também conhecido por André Negrão. "


João Andarilho 

 

NÃO ESQUENTA


"Cada religião assegura que as demais são falsas e todas têm razão "

Andrew Amaurick

sábado, 24 de janeiro de 2026

 DEZANOVE 


João Leirão, a democracia, na minha opinião, não está doente; simplesmente não existe, é uma palavra bonita do dicionário. Portugal viveu um período extraordinário que durou 19 meses, o chamado Processo Revolucionário em Curso PREC, caracterizado pela emancipação da força popular e a expropriação dos meios de produção, a nossa COMUNA, baseada genuinamente numa gestão colectiva das estruturas de produção pelo povo, do povo e para o povo.  Não havia interesses partidários envolvidos. A vontade emanava do povo, num colectivo, onde as terras improdutivas, se tornaram fonte de riqueza para o bem comum. As históricas UCP's , UNIDADES COLECTIVAS DE PRODUÇÃO,  foram um exemplo de como a força do trabalho é um bem que não deve ser explorado em benefício de ninguém em particular, mas resultar em benefício de quem produz e do povo trabalhador.

Esse PREC, sim, é/foi um avanço civilizacional em contraposição à chamada democracia, que não é mais do que um sistema organizado de exploração por parte da burguesia.

João Andarilho 


Autor desconhecido 


Este pequeno texto saiu da minha pena, em jeito de comentário, na página do FB do meu amigo e camarada João Leirão, quando se dissertava sobre democracia e democracia doente.


AS FRALDAS DO EÇA   Com a devida vénia transcrevo a peça infra, da autoria de Guilherme Antunes, reproduzida na plataforma FB. João Andaril...