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quarta-feira, 26 de julho de 2023

MICK 🎸JAGGER 

A primeira "lembradura" deles 🎸percepciono-a nos idos 70's🤹 do século e milénio passados. A minha memória leva-me ao que então escutava na EOA ( Emissora Oficial de Angola ) e nos gira-discos dos amigos mais velhos, que já tinham garinas e fumavam liamba. Ah! e já andavam de mini-mota e conduziam mini-Hondas e minis...

As garagens transformavam-se em discotecas onde se dançava o merengue e outros ritmos africanos. De mistura eram os ritmos anglo-saxões que mais animavam aquela juventude ávida de viver e de sonhar com outras realidades que nos traziam as letras daquelas gloriosas bandas de rock inglesas e americanas. Uma das que mais me marcou nesse tempo e ainda hoje foi, sem dúvida, a banda de Mick Jagger e Keith Richard, num tempo onde a palavra de ordem era o fim do colonialismo, o fim da guerra do Vietname, a luta dos negros americanos, a luta dos estudantes em França e Portugal e a demonstração de força dos movimentos pacifistas na América. Todo este caldo de protesto e transformação era transposto para a letra das emblemáticas canções das maiores bandas e cantautores da época, que impulsionavam todos esses movimentos de protesto. O culminar desse movimento social aconteceu em 69 com o monumental encontro de bandas e protagonistas musicais, naquele que viria a ser o acontecimento mais marcante de sempre a nível musical: o Woodstock.



Mick Jagger, o eterno jovem líder dos Rolling Stones, faz hoje uns joviais oitenta anos de idade. Quer isto dizer, que quando eu tinha dez anitos e caía de beicinho pela namorada do Dedé, tão bonita e que usava uma mini-saia até ao umbigo, o Mick já tinha trinta anitos e aquela voz e gingar inconfundíveis... Como passam os anos e de uma forma tão ligeira que, quando damos conta, já somos quase tão jovens como os três que restam da mítica banda. Parabéns grande Mick. Por mim podes continuar a gingar e a cantar como só tu sabes. Mantém-te por cá até te cansares. Será sempre um bom sinal.

João Andarilho 

terça-feira, 25 de julho de 2023

LET IT BE

https://open.spotify.com/track/7iN1s7xHE4ifF5povM6A48?si=4v_fPwp2TGGBYhiMEXEZRw 

Não percamos a esperança. Quando as coisas parecerem desesperadas ou os tempos sombrios, haverá sempre uma voz que nos incentivará, haverá sempre alguém que nos dirá: deixa estar vai estar tudo bem. Let it be, a lendária música 🎸 dos Beatles, de autoria de Paul, foi escrita no exacto momento em que o músico tentava superar a morte de seu pai. Uma sombra pesava no seu coração. Mary, sua mãe, veio em seu auxílio e aconchegou-o com esta frase: let it be, Paul, nothing bad would come, let it be... words of wisdom .


João Andarilho 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

 

SIMEON WALKER

Não conhecia o compositor mas como adoro piano e o concerto era logo ali, no Bang Venu, em Torres Vedras, achei por bem dar os dez pacotes que o ingresso custou. Logo à partida,o facto do artista actuar nessa sala era selo de qualidade.

Como bem esclareceu o representante da organização antes do início do concerto, este era o primeiro concerto do género, uma vez que consideravam a diversificação cultural musical. Muito bem...

De facto, num espaço reduzido e com uma assistência razoável e heterogénea, foi possível assistir a uma performance brilhante no solo do compositor britânico. Não se coibindo de, no intervalo das composições, se dirigir ao seu público de uma forma descontraída e até divertida.


Sentindo-se mal visto como britânico que é, fora da ilha, por causa do Brexit e dentro da ilha derivado ao mesmo Brexit, uma vez que a sociedade britânica digeriu muito mal todo o processo, essa problemática, de certa forma também teve influência nalguma da sua música.

Acrescentou que há muitas interpretações para definir o estilo musical, já que uns consideram-no clássico, outros neo-clássico, outros ainda que será pós-clássico. No entanto, ele diz ter uma definição simples: é sad music.

Habituado a viver num clima frio e pluvioso, foi uma benção a sua vinda a este cantinho solarengo e prazenteiro.

Sem dúvida que vai ficar na memória por ter sido diferente, intimista e bonito.

João Andarilho

sábado, 4 de dezembro de 2021

 JOAN JETT



I Love Rock n' Roll (1982)

I saw him dancin' there by the record machine
I knew he must a been about seventeen
The beat was goin' strong
Playin' my favorite song
An' I could tell it wouldn't be long
Till he was with me, yeah me
And I could tell it wouldn't be long
Till he was with me, yeah me, singin'
I love rock n' roll
So put another dime in the jukebox, baby
I love rock n' roll
So come and take your time and dance with me
Ow!
He smiled so I got up and asked for his name
That don't matter, he said
'Cause it's all the same
Said can I take you home where we can be alone
An' next we were movin' on
He was with me, yeah me
Next we were movin' on
He was with me, yeah me, singin'
I love rock n' roll
So put another dime in the jukebox, baby
I love rock n' roll
So come an' take your time an' dance with me
Ow!
Said can I take you home where we can be alone
Next we were movin' on
He was with me, yeah me
An we'll be movin' on
An' singin' that same old song
Yeah with me, singin'
I love rock n' roll
So put another dime in the jukebox, baby
I love rock n' roll
So come an' take your time an' dance with me
I love rock n' roll
So put another dime in the jukebox, baby
I love rock n' roll
So come an' take your time an' dance with
I love rock n' roll
So put another dime in the jukebox, baby
I love rock n' roll
So come an' take your time an' dance with
I love rock n' roll
So put another dime in the jukebox, baby
I love rock n' roll
So come an' take your time an' dance with
I love rock n' roll
So put another dime in the jukebox, baby
I love rock n' roll
So come an' take your time an' dance with me

https://music.youtube.com/watch?v=d9jhDwxt22Y&feature=share

João Andarilho 

domingo, 26 de setembro de 2021

 


JAZZ NUMA NOITE DE OUTONO


 Quando as cigarras se calam começa uma outra noite. E assim começou a noite, tão espessa que nenhum sonho ousou entrar e perturbar uma improvisação de metais, palhetas e bateria e a magia do quarteto de saxofones e dos três saxofones de João Cabrita (um Alto, um Tenor e um Barítono), das teclas e da guitarra de João Rato (que Rato fabuloso) e do fantástico da bateria, de que agora me não recorda o nome, (merda...!). Foi um tempo de revisitação de temas do seu "Cabrita" e  de nos fazer água na boca tocando novos temas em preparação. Quando alguém lhe pergunta "o que é que tu és?" simplesmente responde: "sou um saxofonista". E é, dos bons, daqueles encantadores de gente, gente feliz com lágrimas. Esta noite, na mítica Sala de Torres Vedras, no Bang Venue, caíram lágrimas, choveram pérolas...










João Andarilho (com um brilhosinho nos olhos)

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

 

NAQUELA ALDEIA


Tão pequena, tão pequena que todas as pedras tinham nome e seus inhabitantes sonambularam de apanharem estrelas. Era de noite e um ponto no mapa. No centro naquela aldeia uma estrela despontou e brilhou tanto que a todos cegou. No Coreto e do Coreto saíam anjos com harpas e sons celestes e luzes e cores, Deus meu que explendor. No Coreto Naquela Aldeia luzes e cores! 


Créditos do autor - Noiserv no Paço
Noiserv no Paço 9-2021
(créditos do autor)

João Andarilho






quinta-feira, 15 de abril de 2021



A canção do homem que recusa ir à guerra


Le Déserteur

Monsieur le Président

Je vous fais une lettre

Que vous lirez peut-être

Si vous avez le temps

Je viens de recevoir

Mes papiers militaires

Pour partir à la guerre

Avant mercredi soir

Monsieur le Président

Je ne veux pas la faire

Je ne suis pas sur terre

Pour tuer des pauvres gens

C'est pas pour vous fâcher

Il faut que je vous dise

Ma décision est prise

Je m'en vais déserter

Depuis que je suis né

J'ai vu mourir mon père

J'ai vu partir mes frères

Et pleurer mes enfants

Ma mère a tant souffert

Qu'elle est dedans sa tombe

Et se moque des bombes

Et se moque des vers

Quand j'étais prisonnier

On m'a volé ma femme

On m'a volé mon âme

Et tout mon cher passé

Demain de bon matin

Je fermerai ma porte

Au nez des années mortes

J'irai sur les chemins

Je mendierai ma vie

Sur les routes de France

De Bretagne en Provence

Et je dirai aux gens

Refusez d'obéir

Refusez de la faire

N'allez pas à la guerre

Refusez de partir

S'il faut donner son sang

Allez donner le vôtre

Vous êtes bon apôtre

Monsieur le Président

Si vous me poursuivez

Prévenez vos gendarmes

Que je n'aurai pas d'armes

Et qu'ils pourront tirer


Boris Vian

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021


 CARLOS DO CARMO





No Castelo, ponho um cotovelo

Em Alfama, descanso o olhar

E assim desfaço o novelo de azul e mar




À Ribeira encosto a cabeça

A almofada, da cama do Tejo

Com lençóis bordados à pressa

Na cambraia de um beijo




Lisboa menina e moça, menina

Da luz que meus olhos veem tão pura

Teus seios são as colinas, varina

Pregão que me traz à porta, ternura

Cidade a ponto luz bordada

Toalha à beira mar estendida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida




No Terreiro eu passo por ti

Mas da Graça eu vejo-te nua

Quando um pombo te olha, sorri

És mulher da rua

E no bairro mais alto do sonho

Ponho o fado que soube inventar

Aguardente de vida e medronho

Que me faz cantar




Lisboa menina e moça, menina

Da luz que os meus olhos veem tão pura

Teus seios são as colinas, varina

Pregão que me traz à porta, ternura

Cidade a ponto luz bordada

Toalha à beira mar estendida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida




Lisboa no meu amor, deitada

Cidade por minhas mãos despida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida




Poema de José Carlos Ary dos Santos, Joaquim Pessoa e Fernando Tordo com música de Paulo de Carvalho






    21-12-1939/01-01-2021

Obrigado Mestre 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

DYLAN

 



DYLAN


https://youtu.be/4K_YPW-_Vnk

Mozambique


I like to spend some time in Mozambique
The sunny sky is aqua blue
And all the couples dancing cheek to cheek
It’s very nice to stay a week or two
And maybe fall in love, just me and you


There’s lot of pretty girls in Mozambique
And plenty time for good romance
And everybody likes to stop and speak
To give the special one you seek a chance
Or maybe say hello with just a glance


Lying next to her by the ocean
Reaching out and touching her hand
Whispering your secret emotion
Magic in a magical land


And when it’s time for leaving Mozambique
To say goodbye to sand and sea
You turn around to take a final peek
And you see why it’s so unique to be
Among the lovely people living free
Upon the beach of sunny Mozambique

***

    Terceira canção do álbum "Desire", publicado em 1976. Esta canção saiu pouco depois da independência da ex: colónia portuguesa. Na letra, Dylan faz referência às belezas das suas paisagens, das suas praias e das suas gentes. Um país que tinha saído de uma guerra colonial que durou cerca de uma década até à independência, guerra que continuou apesar disso agora numa digladiação fratricida. Numa altura tão conflituosa, não deixou de ser estranha a ausência de tal referência na sua lírica, para mais vinda do cantautor rebelde que sempre o caracterizou.

João Andarilho







DYLAN

 


DYLAN

https://youtu.be/0Qyu_b__iKM

SARA

I laid on a dune, I looked at the sky
When the children were babies and played on the beach
You came up behind me, I saw you go by
You were always so close and still within reach

Sara, Sara
Whatever made you want to change your mind
Sara, Sara
So easy to look at, so hard to define

I can still see them playin' with their pails in the sand
They run to the water their buckets to fill
I can still see the shells fallin' out of their hands
As they follow each other back up the hill

Sara, Sara
Sweet virgin angel, sweet love of my life
Sara, Sara
Radiant jewel, mystical wife

Sleepin' in the woods by a fire in the night
Drinkin' white rum in a Portugal bar
Them playin' leapfrog and hearin' about Snow White
You in the marketplace in Savanna-la-Mar

Sara, Sara
It's all so clear, I could never forget
Sara, Sara
Lovin' you is the one thing I'll never regret

I can still hear the sounds of those Methodist bells
I'd taken the cure and had just gotten through
Stayin' up for days in the Chelsea Hotel
Writin' sad-eyed lady of the lowlands for you

Sara, Sara
Wherever we travel we're never apart
Sara, oh Sara
Beautiful lady, so dear to my heart

How did I meet you? I don't know
A messenger sent me in a tropical storm
You were there in the winter, moonlight on the snow
And on Lily Pond Lane when the weather was warm

Sara, oh Sara
Scorpio Sphinx in a calico dress
Sara, Sara
You must forgive me my unworthiness

Now the beach is deserted except for some kelp
And a piece of an old ship that lies on the shore
You always responded when I needed your help
You gimme a map and a key to your door

Sara, oh Sara
Glamorous nymph with an arrow and bow
Sara, oh Sara
Don't ever leave me, don't ever go


    O Nobel esteve em Portugal em 1965, passando um curto período de férias na companhia daquela que viria a ser sua esposa, Sara Lawnds. 
Na sequência dessa estadia e da certeza da ida a um bar onde previsivelmente terá consumido rum, Dylan terá apanhado uma intoxicação alimentar que o deixou derreado durante uma semana já fora do nosso rectângulo.
    Essa passagem surge imortalizada na letra da canção SARA,  na sua quinta estrofe, que o autor dedica a sua esposa:
"Drinkin' white rum in a Portugal bar". 

    Recuperado dessa intoxicação que o levou a reflectir sobre o caminho a prosseguir, editou aquele que viria a ser um dos grandes exitos da sua longa e brilhante discografia "Like a Rolling Stone". 
    Chegamos pois à conclusão que Portugal é um país que não deixa ninguém indiferente, para o bem ou para o mal. 

João Andarilho 

sábado, 5 de outubro de 2019



EM BRUTO



Sexta, 04-10-2019, pelas 22:30 horas, principiou uma noite de revisitação. No caso e por baixo das arcadas do MUSICBOX, foi bom reviver ÚRIA, num espectáculo PésDeRoqueEnRole, com casa cheia! Que noite, que ambiente e que performance deste cantautor nascido em terras de viriato, deste Tondelense que magistralmente nos saboreia, na sua lírica, com os seus trocadilhos linguísticos e jogos de palavras, em citações e metáforas, provando um domínio superior da nossa língua portuguesa.


"O Conceito de Lírica, do latim lyrĭcus, é um género literário no qual o autor exprime os seus sentimentos e propõe-se a despertar sentimentos ao leitor ou ouvinte. A lírica tende a expressar-se em verso, apropriadas para o canto."

Faz-me lembrar o incomparável escritor moçambicano, Mia Couto, mestre na arte de desconstruir a língua portuguesa e de pintá-la com pinceladas muito bem africanas, dando um colorido impressionante ao nosso património linguístico.

Mas no MUSICBOX, a arte foi outra. Acompanhado da sua banda (Jónatas Pires - guitarras/voz; Miguel Ferreira - teclados/percussão/guitarra; António Quintino - baixo/voz; Tiago Ramos - bateria/coros), deixou-nos pérolas do que de mais rock ´n roll existe no seu repertório, misturadas com canções e baladas bem conhecidas dos seus êxitos mais recentes.



À pergunta: "não sente que há um interesse cada vez maior na sua música?" respondeu: "A simples noção de que não estou a estagnar pode ser traduzido na noção de que estou a crescer. Hoje em dia não conquistar públicos novos, faz com que os músicos sejam esquecidos ou preteridos por uma novidade qualquer. Mas tenho uma consciência humilde que me faz estar sempre com um olho aberto para perceber se estou a resvalar. Por outro lado, também é verdade que não faço músicas para um público abrangente. Às vezes gosto mesmo de ser recôndito nos meus objectivos".

Foi um concerto surpreendente, desta vez com banda, explosivo, e pode-se dizer que o mesmo sucede quando actua a solo, em ambiente intimista e num mano-a-mano com o público. 
Assente em canções de "O Grande Medo do Pequeno Mundo" mas que evoca temas incontornáveis de outros seus trabalhos, como "Teimoso", "Não Arrastes o Meu Caixão" ou "Barbarella e Barba Rasa", a par dos mais recentes "Espalha Brasas", "Em caso de Fogo" ou "Lenço Enxuto".





Consciente que não pode "resvalar", é certo que iremos ter muito Úria por muito tempo no nosso panorama musical e tanto que faz falta quando nos faltar.

"Já não caibo numa casa onde o espaço é todo meu, não são obras que me salvam, eu só sei crescer ..." de "É preciso que eu diminua".


https://youtu.be/olb1mwyq_Co


Teimoso

Um gigante neste pequeno mundo.

João Lírico







terça-feira, 20 de agosto de 2019



PAREDES DE COURA 2019 (Patti Smith)



Foto de Alfredo Cunha
"A última noite, dominada pelas novas gerações, foi um farol de esperança."


"Nunca esquecerei Paredes de Coura"

Patti Smith 

João Esperançoso 

sábado, 20 de julho de 2019



JOAQUÍN SABINA

"Se uma livraria me vendesse um livro sobre Sabina que não falasse sobre drogas, prostitutas e álcool, eu a denunciaria por fraude e pediria o dinheiro de volta"

Afirmação de Joaquín Carbonell, compositor e jornalista espanhol a propósito da sua biografia do músico Joaquín Sabina.

Nascido em 12 de Fevereiro de 1949, cantor e compositor espanhol. O seu trabalho de maior sucesso é o "19 Días y 500 Noches de 1999". Dele diz ser o disco da sua vida, o seu melhor disco. A voz gravada era a sua voz natural, dura e crua, um álbum desnudado, todo ele era aquele álbum.
Filho de um comissário de Polícia foi por seu pai detido por ser militante do Partido Comunista Espanhol, em 1970. Chega a lançar um cocktail molotov contra uma sucursal do Banco Bilbao, tendo-se exilado em Londres.

Medium.com

Encanta-me ouvir a sua voz poderosa e o sentido e significado das suas letras.
Não pode deixar ninguém indiferente quem sempre foi incómodo para com a ditadura e pelos valores morais conservadores dominantes. 
A música sempre foi uma arma para este andarilho asturiano.

João Andarilho


https://youtu.be/InRjBBTAR2I

segunda-feira, 8 de julho de 2019



DYLAN

IF YOU SEE HER, SAY HELLO

[Verse 1]
She left here last early Spring, is livin' there, I hear

[Verse 2]
We had a falling-out, like lovers often will
And to think of how she left that night, it still brings me a chill
And though our separation, it pierced me to the heart
She still lives inside of me, we've never been apart

[Verse 3]
Always have respected her for doing what she did and gettin' free
Oh whatever makes her happy, I won't stand in the way

[Verse 4]
And I hear her name here and there as I go from town to town
And I’ve never gotten used to it, I’ve just learned to turn it off
Either I'm too sensitive or else I'm gettin' soft

[Verse 5]
Sundown, yellow moon, I replay the past
I know every scene by heart, they all went by so fast
If she’s passin’ back this way, I'm not that hard to find


Porque hoje é Segunda

quarta-feira, 17 de abril de 2019



ORPHANED LAND

Num mundo pateticamente governado por gente manifesta e materialmente incapaz, onde são promovidas e executadas acções genocidas contra povos inocentes em nome de interesses poderosos e belicistas, como oásis encontra-se sempre alguém que resiste e diz não, este não é o caminho, há que agitar consciências e alertar.

A música é e sempre foi um dos instrumentos privilegiados para passar a mensagem. No caso concreto e em consonância com o descrito, a música através de uma banda israelita de nome ORPHANEAD LAND, formada em 1991, é conhecida no universo musical pelo seu estilo Metal e tem esse paradigma. Tem a particularidade de ter uma sonoridade muito imbuída de musicalidade árabe. Do pouco que conheço da banda agrada-me particularmente este tipo diferente do metal tradicional. Aliás eles próprios se intitulam do Metal Oriental.

A mensagem que partilham é uma mensagem positiva e pacífica e ao longo dos seus cinco álbuns produzidos, têm sido fiéis a este conceito, unindo povos independentemente da religião, cor ou país, contribuindo incansavelmente para aproximar pessoas e é também inspirada nos escritos de Platão e em inspirações frustradas de muitos revolucionários pacíficos que enchem a nossa história.

É formada pelo líder e vocalista, Kobi Farhi, baixista Uri Zelha e pelos guitarristas, Chen Balbus, Idan Amsalem e Mata Shmuely.

É o próprio vocalista que diz: "eu diria que os membros da nossa banda são os israelitas mais famosos do mundo árabe" E noutro passo: " essas conquistas, os prémios de paz que recebemos e o facto de estarmos a fazer um trabalho melhor que o nosso Ministério dos Estrangeiros, talvez signifique que sejamos os verdadeiros embaixadores do nosso país. Somos os únicos a criar um diálogo e amizade através da música".

E continua:

"Inspirados pelos escritos de Platão e as aspirações frustradas de revolucionários pacíficos estamos zangados, sim, com os governos, a mídia e toda a lavagem cerebral que se pode pensar " prossegue, "Estamos presos num sistema que simplesmente se tornou mais inteligente. A liberdade é um pró-form. Os imperadores continuam a ser imperadores e não importa o quão longe a humanidade tenha ido em tecnologia ou ciência ou qualquer outra coisa.  Quando vemos como um ser humano trata outro, ainda estamos no mesmo lugar. Estamos a ser drogados pela mídia com folclore, que nos mantém longe daquelas coisas que são realmente importantes. Lemos e sabemos mais sobre a idiota da Kim Kardashian do que sobre os miúdos que estão a morrer em África, porque não têm água potável para beber. Einstein disse uma vez: o mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que assistem sem fazer qualquer coisa , somos os que têm medo da luz, como os homens das cavernas de Platão, como os filhos de Israel que não queriam abandonar a sua vida de escravidão no Egipto." 


Diz, ainda: 

"Quando estou a escrever música com a banda, sempre tentei descobrir o porquê da humanidade ser incapaz de sair do ciclo de guerras e derramamento de sangue e do ego. Não é devido à falta de soluções. Há muitas soluções. O maior problema é que as pessoas não querem enfrentar esses problemas. O nosso sistema educacional ensina-nos trigonometria, mas não sobre comportamentos humanos, aprendemos sobre histórias sanguinolentas e intermináveis,  mas não sobre como promover um diálogo, como ouvir uns e outros. 
Se olharmos para a história da humanidade, há um padrão. Sempre que uma figura revolucionária surgiu, seja Sócrates, Jesus Cristo, Che Guevara, Martin Luther King, Mahatma Gandhi ou muitos outros, todos eles foram assassinados. É um padrão que Platão reconheceu há 2500 anos e pode-se  ver que ainda estamos presos nisso."

E finaliza: 

" Tive uma conversa com um fã da Síria. que me disse o quão importantes somos, mas eu respondi-lhe: ' não sei se somos tão importantes, uma vez que não salvámos a vida de um miúdo na Síria... ' o que é verdade ", observa. "Então ele disse:" Talvez não tenha salvo a vida de uma criança, mas deu esperança a muitas pessoas. " Isso é muito mais do que nada e devemos respeitar. Eu ficaria feliz se  ORPHANED LAND pudesse apenas desempenhar um papel de mostrar às pessoas que há outra maneira e que podemos sair da escuridão e ir para a luz"

"Unsung Prophets & Dead Messias, promete ser um dos mais celebrados trabalhos da banda.

A acompanhar sem dúvida! 

João Shalom







domingo, 24 de março de 2019



CHUCK




Deep down in Louisiana close to New Orleans Way back up in the woods among the evergreens There stood a log cabin made of earth and wood Where lived a country boy named Johnny B. Goode Who never ever learned to read or write so well But he could play a guitar just like a-ringin' a bell Go go Go Johnny go go Go Johnny go go Go Johnny go go Go Johnny go go Johnny B. Goode He used to carry his guitar in a gunny sack Go sit beneath the tree by the railroad track Oh, the engineers would see him sitting in the shade Strumming with the rhythm that the drivers made People passing by they would stop and say "Oh my what that little country boy could play" Go go Go Johnny go go Go Johnny go go Go Johnny go go Go Johnny go go Johnny B. Goode His mother told him "someday you will be a man And you will be the leader of a big old band Many people coming from miles around To hear you play your music when the sun go down Maybe someday your name will be in lights Saying "Johnny B. Goode tonight" Go go Go Johnny go Go go go Johnny Go go go Johnny go Go go go Johnny go Go Johnny B. Goode

  AZIAGO Hoje não está a correr bem o dia. Saio em direcção ao metro Oriente. O objetivo claro é ir à Gulbenkian. Saio em São Sebastião para...