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sexta-feira, 8 de maio de 2026

 CEM ANOS DE MAGIA 

DAVID Attenborough 



Parabéns a nós por termos o privilégio de te ter.


João Andarilho 

quinta-feira, 23 de julho de 2020



A MORTE E A RESSURREIÇÃO



Foste trucidada sem saber porquê
Vá-se lá saber porquê a morte saiu à rua
E tu foste a vítima do treslouco
Eras sã, serraram-te, violaram-te, quase o fim!




Mas a Natureza é forte 
E respondeste da maneira que se impunha que fosse
Renasceste num tempo de Primavera, viçosa!
Triunfante, sem soberba e linda de morrer!


créditos do autor


João Andarilho

segunda-feira, 29 de julho de 2019



METAMORFOSE

É um  processo pouco kafkiano, diria antes que é uma das maravilhas do mundo animal: o processo de transformação de uma larva num insecto voador de beleza e fragilidade tal, como é o caso da borboleta.
Caminhando por dunas e sapais encontramo-nos em simbiose com a extraordinaria natureza que nos cerca. Depois surge-nos, também, a Divindade em forma alada e que bela!

Créditos do autor

Adoramos um Deus invisível e, todavia, promovemos a destruição da natureza que é o verdadeiro Deus visível. 


João Attembourough 



terça-feira, 2 de abril de 2019



GARCIA DE ORTA


Garcia de Orta, nasceu em Castelo de Vide no distrito de Portalegre, em 1531. De ascendência judia, bacharelou-se em Artes e licenciou-se em Medicina e Filosofia Natural em Espanha, país de onde tinham sido expulsos os seus pais em 1492.
Regressado a Portugal exerceu medicina tendo sido médico do Rei D. João III
Foi-lhe atribuído o lugar de professor de Filosofia Natural na Universidade de Lisboa, onde tinha uma grande paixão pelo conhecimento, dando grande importância à observação e aos sentidos para a realização de descobertas.
Emigrou para a Índia e em Goa familiarizou-se com a literatura médica da Índia e com a grande variedade de plantas, animais e resinas utilizadas para o tratamento de doentes. Em Goa, curiosamente chegou a conhecer o até aí desconhecido poeta, Luís de Camões, que lhe terá dedicado alguns dos seus poemas.
Da sua paixão pela natureza resultou a criação de um jardim botânico em Bombaim. Para conhecimento da humanidade deixou-nos  a obra "Colóquios dos Simples e Drogas he cousas Medicinais da Índia" que incidia no estudo de espécies de plantas da Índia e as suas aplicações na Medicina.
Apesar de nunca ter tido problemas com a Santíssima Inquisição, após a morte os seus restos mortais,  juntamente com exemplares do seu livro, foram queimados em Auto de Fé.
Actualmente existe um hospital em Almada com o seu nome bem como uma escola secundária no Porto.

E um jardim 

JARDIM GARCIA d´HORTA

Que nasceu na zona oriental de Lisboa na sequência da realização da EXPO 98 e integrado para sempre no actual Parque das Nações, para gáudio do passeante na zona. Para quem aprecia a natureza tem a oportunidade de observar, ao longo do grande corredor que constitui o jardim e que está dividido em 5 talhões, vegetação da floresta temperada de Macau e ilha de Coloana, vegetação de Goa com citrinos e palmeiras, passando pela floresta tropical e húmida de São Tomé e Príncipe (bananeiras, palmeiras, estrelícias gigantes e jacarandás), flora da macronésia que inclui os arquipélagos da Madeira dos Açores e de Cabo-Verde e, finalmente, as planícies da Costa Oriental de África, a savana alta e a estepe desértica a sul desse continente.


                         
É deslumbrante este passeio ao longo dos vários climas e o chilrear da passarada é uma bela sinfonia de sonoridades. De negativo posso apontar a música que sai da longa fileira de bares e restaurantes, que está em completa desarmonia com o ambiente tropical.




Ao lado deste corredor podemos apreciar também, toda a linha de água que constitui o Tejo, a ponte Vasco da Gama e do outro lado  da margem, Montijo e Alcochete.





Um belo passeio, embora fugaz, mas que deu para ajudar à digestão da rápida refeição do almoço.

João Attenborough









domingo, 10 de março de 2019




WEIMARANER (II)


Fui, então, procurar informação acerca desta criatura e conclui que tem um comportamento dócil e é profundamente ligado à sua família humana, sempre disposto a acompanhá-la e sua muito dependente, de tal forma que a ausência temporária por parte dos donos implica nervosismo e irritação que pode resultar em estragos na mobília e objectos de casa. Além do mais o amiguinho é muito caseiro e pouco dado ao exterior preferindo, inclusivamente, deitar-se muito perto dos seus donos.
Tem uma energia enorme e é extremamente inteligente e precisa de atenção permanente o que implica uma grande disponibilidade de quem o trata para o exercitar física e psicologicamente.

***

Há coincidências que nos põem a moer a consciência. Porquê, pergunto eu?
Por estes dias tenho andado absorvido na leitura de uma obra dedicada a um dos maiores vultos da ciência do séc. XVIII/ XIX, o cientista, explorador, humanista e iluminista prussiano, Alexander von Humboldt, (1769-1859) de Andrea Wulf, intitulado "A Invenção da Natureza", de que vivamente recomendo. Este renomado cientista e pensador cuja existência infelizmente desconhecia e que agora descobri, nascido no mesmo ano de Napoleão Bonaparte, era originário de uma abastada família prussiana e viveu largas temporadas na pequena cidade de Weimar, capital do Estado situado no território do ducado de Saxe-Weimar, um pequeno Estado chefiado por um governante adepto do iluminismo.
Na ocasião, tornou-se grande amigo do maior poeta alemão, Johann Wolfgang von Goethe, que ali vivia. 
A extraordinária experiência de vida e o contributo que Humboldt deu para o conhecimento científico e a interligação da natureza dá pano para mangas e este livro é um permanente desassossego. 



Tudo isto para dizer que a coincidência que digo haver, é o simples facto de Humboldt ter vivido em Weimar e a digníssima criatura que me deu o prazer da sua companhia ter sido criada na mesma zona da Alemanha e apurada por criadores e caçadores do Séc. XIX, tendo-lhe sido dado o nome de:

WEIMAR(ANER) (III)

Weimaraner tem uma ficha técnica:

Grupo: 7 - cães ou cães apontadores
Secção do grupo: cães de parar continentais
País de origem: Alemanha
Data de origem: Séc. XVII
Primeira utilidade: caça, particularidade de perseguir rasto de caça grossa
Peso aproximado: 25-40 Kg
Altura aproximada: 57-60 cm
Cores: cinzento/cinzento e branco
Esperança média de vida: 13 anos

Descende do cão de caça Leithund, já extinto, representado na pintura de Antoon Van Dick, do séc. XVII. O desenvolvimento desta raça deu-se na Turíngia com o cruzamento entre o Leithund e o Huhnerhund, por criadores e caçadores. Mas o seu apuramento e do actual amiguinho meu da esplanada, deveu-se ao Grão-Duque da Saxe-Weimar - Eisenach, Karl August, conhecido pelo seu apoio aos intelectuais da época, nomeadamente Goethe e pela paixão por corridas de cavalos e pela caça desportiva juntamente com outro cinófilos. 
Tal facto levou a que Weimar, cidade natal de Karl August e de residência de Goethe e Humboldt, estivesse presente no nome desta raça que tanto pode ser chamada de Weimaraner como Braco de Weimar.
Actualmente, o Weimaraner, a que muitos apelidam de "o fantasma cinzento", é uma raça popular em todo o mundo, tendo, para isso, contribuído a sua elegância, graciosidade e indiscutível beleza.

Concluindo, há coincidências do caraças como diz o meu amigo João C. poeta de Valmedo, nada na vida é obra do acaso. Acredito que sim, em tudo há ligação e Humboldt provou-o.

João Andarilho 



WEIMARANER


Num passeio pedestre (pós degustação de uma bela galinha do campo acompanhada de um maravilhoso pirão de fuba de bombó, ou seja farinha de mandioca, produzida de forma artesanal na província de Malange e na Gabela, em Angola, minha terra natal), pelo areal da praia da Consolação situada na freguesia de Atouguia-da-Baleia, concelho de Peniche, distrito de Leiria, decidimos, numa breve pausa, sentarmos-nos numa das esplanadas que por lá se situam, para sorver uma "bica" e uns pozinhos de iodo. 
Bem dita a hora em que o fizemos porque, mesmo ao nosso lado, fazia-nos companhia uma espantosa criatura de quatro patas, orgulhosa pela sua elegância, altivez e nobre garbo, que nos encheu a alma. 

Própria autoria


O nobre amigo não era muito dado, mas era dócil. Compreendi que, estando preso, todo ele era nervosismo à procura pelo olhar, do seu ou seus donos que se mostravam no interior da esplanada. Todo o tempo passou fixando com o olhar na direcção dos mesmos.
Fiquei siderado com a beleza da criatura e com o apego aos donos.
A natureza estava ali, o mar as dunas e nós, animais com razão e/ou com falta dela.

João Naturalista

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019




Orcinus Orca


Grande caçadora, possuindo uma cauda poderosa que a impulsiona dentro de água, grandes barbatanas e uma barbatana dorsal alta que lhe dá estabilidade.
Claro que é fácil de adivinhar que a criatura é a orca, mais conhecida por baleia assassina. 
Apesar de ser dessa forma catalogada, de facto, nem baleia é, pertence à família dos Delfinídeos.

Pesa até 10 t e vem equipada com dentes aguçados para rasgar a carne. Predador formidável, este cetáceo preto e branco atira-se às suas presas a uma velocidade de 55 km/h, podendo atacar animais muito maiores, incluído o maior do planeta: a baleia azul.



Vive em bandos (grupos familiares) e o seu comportamento é caracterizado pela boa cooperação, coordenação, comunicação e aceitação.

A sua esperança de vida é de cerca de 40 a 50 anos para os machos e de até 90 anos para as fêmeas e vivem em todos os oceanos de preferência junto às zonas costeiras.

É curioso, mas para evitar a consanguinidade, geralmente acasalam com orcas de outros bandos. O período de gestação é de cerca de um ano e meio. Nasce apenas uma cria com cerca de 2,4 m de comprimento e 180 kg de peso e é amamentada até aos dezoito meses, permanecendo junto da mãe.
Ao nadar, o efeito de deslocação da água ajuda a empurrar a cria, permitindo acompanhar o ritmo do bando. 



É a maravilha da natureza e se este planeta fossem só orcas e todos os outros animais menos o animal do homem, o planeta agradecia.

Assim, o fim é e será negro…

João Attemborough

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

BEE



A possibilidade da extinção das abelhas tem impactos directos na sustentabilidade dos eco-sistemas e na produção global de alimentos. Eu diria, ao contrário, que tal sustentabilidade só será possível com a não extinção desta espécie. A diminuição em larga escala deste insecto está a preocupar os agricultores e os apicultores e põe em causa a própria sobrevivência da humanidade. As causas são conhecidas. As mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global, provocado pelo acção do homem e a obsessão pela obtenção do lucro sem olhar a quem e a quê, sacrificando o equilíbrio da natureza e do planeta. 



Estes insectos são um elemento fundamental na reprodução das plantas, através da polinização. Sem abelhas, as espécies vegetais não se reproduzem. As consequências na agricultura são potencialmente catastróficas, levando à diminuição das colheitas dando origem a crises alimentares.
Fala-se agora da robótica como alternativa que a ciência desenvolve no sentido de mitigar a falta das abelhas. É uma panaceia e eu acredito que não poderá haver nada criado pelo homem que possa substituir uma espécie animal, qualquer que ela seja . Isto dos robots é algo de assustador que contribuirá para a própria extinção da espécie humana. Felizmente já não estarei neste mundo para comprovar esta minha previsão.

João Sem-fé

  AZIAGO Hoje não está a correr bem o dia. Saio em direcção ao metro Oriente. O objetivo claro é ir à Gulbenkian. Saio em São Sebastião para...