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domingo, 2 de junho de 2019



24/7


A semana que findou não foi uma semana normal para mim. Aconteceu ter dado um trambolhão bicicleta abaixo, daí resultando fractura da homoplata esquerda. Fiquei extremamente chateado, sei que podia ter sido pior. Não ter ido à faca foi uma sorte. Porém, o que realmente me incomodou e incomoda, é o facto de estar limitado fisicamente não podendo, por isso, praticar a minha habitual corrida vespertina.
Mas como sou teimoso, em vez da corrida fui praticar caminhada, sempre em passo acelerado, para não perder massa muscular e manter uma boa condição na parte cardíaca. Não correr e caminhar proporcionou-me uma melhor percepção da envolvência que me rodeia no habitual percurso do treino de corrida. Como o ritmo é menor, deu para apreciar pormenores da natureza ao longo do percurso que me falham quando corro. Também me proporcionou conseguir pensar numa série de coisas da vida com mais nitidez do que quando corro e o esforço é mais exigente. Para concluir que caminhar faz muito bem e saímos melhores pessoas.
Num dos momentos da caminhada, aconteceu, numa belíssima alameda ladeada da pinheiros bravos, já o sol se punha no horizonte, reparar em algo minúsculo que se mexia camuflado entre a caruma dos pinheiros. Era um pequenino ser, um borrachinho que tinha caído do ninho e se mostrava completamente indefeso e à mercê de predadores, como os gatos selvagens que por ali proliferam. Com alguma dificuldade e com cuidado, consegui pegar no pequenito e frágil ser  e colocá-lo sob o tronco mais alto do pinheiro ao meu alcance e rezar para que conseguisse salvar-se de uma situação de vida ou de morte. Terá sobrevivido? Espero que sim.


***

Foto de Ed Dunens/Flickr

Comecei agora a ler um livro deprimente que me foi gentilmente emprestado pelo meu amigo João Ferreira. Esclareço melhor, não é o livro que é deprimente mas sim o conteúdo da sua leitura. O seu título é " 24/7, O Capitalismo Tardio e Os Fins do Sono" e o autor chama-se Jonathan Crary, editado pela Antígona.

No meio de milhões de pássaros, passarinhos e passarolas, há uma espécie singular que, por o ser, despertou a atenção do Diabo (Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América/Pentágono), chama-se Pardal de Coroa Branca. Como o Diabo é esperto e tem artes de se antecipar ao bem para praticar as suas tropelias e artes de morte, reparou na particularidade deste pequenino ser da natureza não necessitar de dormir durante as 24 horas do dia durante 7 dias, que é a duração do percurso migratório do Alasca até ao México e vice-versa , consoante é inverno num lado e primavera no outro. Vai daí, concluiu que valia a pena gastar uma pipa de massa em investigações ao comportamento e cérebro da pequena ave, com o fito de conseguir aplicar o seu resultado,  estimulação da vigília e ausência de sono no ser humano, primeiro na esfera militar criando soldados com prontidão total sem necessitar de dormir durante dias e, posteriormente, estender a sua aplicação à massa de trabalhadores no mundo laboral, permitindo um brutal aumento da produtividade e consequente aumento do lucro, à custa do sacrifício do direito fundamental da vida que é o direito ao sono,  intrínseco do acto de viver. 
Chega-se à conclusão que o Diabo (leia-se, também, capitalismo) não dorme. Daí que os seres humanos devam estar completamente vigilantes e não pregarem olho enquanto o Diabo andar à solta, não vá o Diabo tecê-las.

João Ganzado





quinta-feira, 9 de maio de 2019



ZOO

Fez 130 anos no passado dia 28 de Maio, data que me dá arrepios, o Jardim Zoológico de Lisboa. Nasceu em 1884, numa época em que reinava D. Fernando II. Segundo rezam as crónicas, foi o primeiro Jardim Zoológico com Jardim Botânico da Península Ibérica e assentou, primeiramente, na Palhavã e no Parque de São Sebastião da Pedreira. Em 1905 transferiu-se para sua actual localização, em Sete Rios. Das 50 espécies iniciais, transformou-se no actual  moderno e renovado parque, com cerca de 2000 espécimes e com a particularidade de ter uma das maiores taxas de natalidade da Europa.
Ao menos nisto da natalidade no mundo animal não nos temos por queixosos. Sinal de que tempos felizes e abastados são apanágio da nossa bicharada. Que inveja destes nossos amigos de várias patas, vertebrados e invertebrados, objecto de mimos e mordomias, direitos que são sonegados aos outros bichos, nosotros, que sobrevivem no dia a dia, com a corda na garganta e com futuro incerto. Certo, mesmo, é a tendência para a baixa natalidade na nossa espécie.
O melhor mesmo é arrendar uma jaulazita acolhedora no meio da macacada e brincar ao carnaval, ou, se for temerário, passar uma semanita no "Solar dos Leões".

Autor: Alves Gaspar
A visita ao nosso zoo Lisboeta representa um acontecimento. Local aprazível onde podemos vislumbrar todo o género de fauna animal. É também através do intercâmbio com congéneres europeias e mundiais, que muitas espécies em perigo de extinção são reproduzidas em cativeiro, havendo trocas de animais entre diversos zoos mundiais.
Por isso, não vá ao shopping, procure a companhia destes nossos amiguinhos e invista em si. 

João Attemborough

terça-feira, 4 de dezembro de 2018



CHITA


Hoje é o dia Mundial da Chita.

Sabia que a chita consegue chegar à velocidade máxima de 110 Km/h em apenas 3 s? É o mamífero mais rápido do mundo! Na peugada das suas presas podem mudar instantaneamente de direcção para apanhá-las. A sua presa preferida é o antílope e caça normalmente de dia beneficiando de uma camuflagem natural que se mistura com a cor da savana seca. Apenas necessita de beber a cada 3, 4 dias. No esforço para alcançar a presa resulta um grande dispêndio de energia e se for bem sucedida, rapidamente arrasta a presa morta  para um local seguro, normalmente debaixo de árvores.


As fêmeas têm normalmente 2 a 3 crias por ninhada e vivem juntas até  um ano e meio  a dois anos. As crias durante o primeiro ano aprendem com a mãe as técnicas de caça por meio de jogos de brincadeira. Os machos vivem sozinhos ou com o seu irmão. Vivem sobretudo no Leste e no Sudoeste africano.

João da Savana

O UIVO DE MONTEJUNTO Porque resulta de interesse histórico e natural conhecimento, com a devida vénia se transcreve o texto infra . O Último...