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quarta-feira, 18 de setembro de 2019



O ARROTO DA VACA


Há muito quem diga que a vaca (ou o boi) emite dióxido de carbono para a atmosfera, contribuindo, assim, para o efeito de estufa.
Meus amigos, cheguei à conclusão de que nada disso é verdade. Efectivamente, a vaca, ao arrotar, porque arrota e o seu arroto tem graça, contribui o equivalente a 2 a 3% para o efeito de estufa, através de compostos orgânicos transformados em carbono.

Num terreno agrícola com cerca de um ha e durante 4 meses, tomando com exemplo uma plantação de milho, o milho captou dióxido de carbono e libertou oxigénio em quantidade superior à de uma floresta com mesma área. 
Para se compreender como a natureza é equilibrada, parte do carbono ficou nas raízes e no restolho que ficou no solo. Mas a maioria e por conseguinte, a maioria do carbono, foi recolhida em silos e vai servir de base de alimentação aos ruminantes, incorporando, assim, a carne e o leite que vão servir de alimento a todos nós.
Mas antes, já a plantação do milho tinha libertado oxigénio.

Venturecampos.com

É o ciclo do Co2: as árvores capturam enquanto vivas, libertam depois de mortas, directamente ou por intermédio da alimentação animal. O que é emitido iguala o capturado pois, para produzir animais, é preciso alimentá-los com vegetais que realizam a foto-síntese. O desequilíbrio tem mão humana (que praga!) e tem a ver com a libertação e uso de carbono fossilizado (hidrocarbonetos) e a sua queima, emitindo CO2, em quantidade que ultrapassa a capacidade de absorção do planeta, contribuindo, assim, para o efeito de estufa.

Deixem lá, então de culpar as vaquinhas pelos seus arrotos que não contribuem para o estado em que o planeta chegou. A ganância e o lucro, lá está, é que está por trás de tudo o que é desequilibrante no planeta.

***

Já agora, pouco se fala da nível de poluição que os navios de cruzeiro produzem nos portos por onde passam, nomeadamente de Lisboa. Segundo estudos ambientalistas, essas cidades ambulantes produzem o correspondente a emissões de óxido de enxofre 86 vezes superiores às emissões dos automóveis que circulam em Portugal.
Os 115 navios de cruzeiro de luxo que demandaram o porto de Lisboa no ano de 2017, libertaram 3,5 vezes mais óxido de enxofre do que os 355 mil automóveis que diariamente circulam em Lisboa e 1/5 de óxido de azoto (que têm origem na queima de combustíveis fósseis) que esses mesmos carros libertaram...


Conclusão: não há como continuar a produzir animais para a nossa cadeia alimentar e produzir uma agricultura ecologicamente sustentável que contribua para a saúde do planeta.

Já agora, acabar com a ganância e o lucro e dar primazia ao ser humano e às sua naturais necessidades.

Viva a Terra. Viva o planeta azul. Abaixo os agentes tóxicos que o poluem!

Tenho dito.

João Agrónomo




sexta-feira, 28 de junho de 2019



TRUMP(A) II

Há quem diga e houve-se falar que existem espécies de animais que se suicidam em massa, ultrapassado que seja o limite a partir do qual seja impossível a sobrevivência da espécie. É a resposta à sobre-população.
Recentemente, o grande documentarista/naturalista britânico, David Attembourouh, afirmou que a espécie humana é a praga deste planeta e alertou para que a humanidade pusesse freio ao seu descontrolado aumento populacional, sob pena de a sua própria extinção acontecer muito mais rapidamente. Aconselhou, ainda, uma melhor educação das populações nesse sentido, com programas de controlo da natalidade, principalmente nas zonas do planeta menos desenvolvidas e onde esse aumento populacional se verifica.

Observadoressociais.blogspot.com

Um dos grandes poluidores do planeta é a terra do tio Trump(a), que não se coíbe de recusar assinar acordos internacionais para a salvaguarda do planeta a nível ambiental. As consequências, inclusivamente na sua terrinha são dramáticas e bem sentidas. Aliás, não só polui e polui porque produz descomunalmente, como manda o lixo para os outros países sem despudor nenhum.
Mas o homem até é capaz de ter razão e age como um autêntico líder daquelas espécies sobre-populosas que acabam por se suicidar em massa. O que acontece actualmente no planeta é a resposta da natureza aos atropelos de que é vítima pelos Trump(as) deste mundo. A reacção em forma de cataclismos naturais promove o desaparecimento de milhares de seres humanos. As guerras promovidas pelos Trump(as) e seus apaniguados belicistas, será também uma forma de controlo do aumento populacional. Não é burro de todo.
Mas, meus amigos, com Trump(a) ou sem Trump(a), estamos condenados. A nossa espécie, tal como milhares de outras, é uma daquelas que, inevitavelmente, irá extinguir-se e a Terra continuará a existir até muitos milhões de anos depois da nossa presença. É um facto, é adquirido. 
Não somos nada, apenas um grão de poeira que por cá passou.

João Attemborouh


TRUMP(A)


Mesmo em frente ao Centro Vasco da Gama e junto à alameda das bandeiras no Parque das Nações, mostra-se exposta uma grande escultura, assinada na sua base por Bordalo II, toda ela construída a partir de desperdício de plásticos. Representa a figura de um felino, imagino que possa ser um lince, ou um gato doméstico, não sei. Todavia, a mensagem subjacente e subliminar que transmite é o grito desesperado a favor da vida, contra o desperdício, por uma vivência em sociedade em equilíbrio com a natureza, auto-sustentada. Não sei se este grito chega aos ouvidos dos decisores mas é mais um a juntar a tantos outros e muito barulho chama a atenção.

Parque das Nações - Lisboa
(foto do autor)

Parque das Nações - Lisboa
(foto do autor)

Parque das Nações - Lisboa
(foto do autor)

Parque das Nações - Lisboa
(foto do autor)

João Attembourouh

  AZIAGO Hoje não está a correr bem o dia. Saio em direcção ao metro Oriente. O objetivo claro é ir à Gulbenkian. Saio em São Sebastião para...