sexta-feira, 7 de agosto de 2020

O ÓDIO/INCOMPREENSÃO

 



    O ÓDIO/INCOMPREENSÃO

    Ser-se agente da administração pública, logo servidor público é uma desempenho essencial na vida de um Estado. Fazem parte desta comunidade de servidores do Estado profissionais das mais diversas áreas de interesse público, como sejam os magistrados, os advogados, os oficiais de justiça, a polícia ou os guardas prisionais, o pessoal médico, os analistas ou os enfermeiros, também os professores e educadores de infância e uma panóplia de agentes que asseguram o regular funcionamento das instituições do Estado e que, por isso são essenciais ao seu regular funcionamento. São-lhes exigidos obrigações especiais, como garantias de imparcialidade e isenção como tal sendo-lhes vedado acumular o exercício de funções públicas com o de outras actividades com algumas excepções. Porém,  também têm os direitos e deveres geralmente reconhecidos a todos o trabalhadores. Todavia, é-lhes porventura garantida uma vantagem em relação aos outros trabalhadores, a garantia reforçada contra o despedimento, muito embora cada vez mais existam contratos a termo certo.

    Algumas vantagens que, porventura, os servidores do Estado tenham em relação à generalidade dos trabalhadores e ainda bem que o Estado garante estabilidade aos seus servidores, deveria ser exemplo a seguir no sector privado e discutido em sede da contratação colectiva, sede essa em que o Estado não é tido nem achado, obviamente.

   Esta dicotomia de tratamentos resulta num claro aproveitamento político por parte de certas forças  ligadas ao espectro da direita liberal e conservadora, dominante na CS, no sentido de fazer diminuir ou mesmo acabar com as funções do Estado, o que é absolutamente absurdo e populista. O facto é que, "água mole em pedra dura tanto dá até que fura"e furados ficam os neurónios de gente com míngua deles com propaganda tão reacionária e inconcebível. Quem paga são os pobres dos funcionários públicos (cambada de comunas!) que são pau para toda a obra e o mal de tudo o que de mal vai sucedendo na nossa sociedade. Agora apareceu o Corona que também leva com as culpas de todos os desvarios que se vão praticando.

    Infelizmente, resulta de tudo isto, de todo este sistema de controlo e formatação ideológica sobre as pessoas, a inabilitação, a incapacitação do jovem cidadão para, no futuro, como agente de bem, agir como ser pensante e servir de modo altruísta e abnegado o seu país.


João Andarilho



INTOLERÂNCIA

 


INTOLERÂNCIA

    O ser humano é formatado a partir do momento em que foi parido e a qualidade do que é formatado é alvo de apreciação subjectiva doutro semelhante que, por sua vez, também seguiu estes parâmetros formatativos. Ora, estes parâmetros obedecem a contextos, desde logo o local de nascimento e, dentro do local de nascimento, a classe social a que passou a pertencer. Conclusão: é preciso ter sorte na hora em que se nasceu. Ninguém pediu para vir a este mundo, muito menos foi tido e achado na forma  e circunstâncias de como se deveria desenrolar o processo da sua passagem por este Planeta. Ora, porque o Mundo dos humanos é um mundo filho da puta, a vida do dito pode resultar ou num conto de fadas ou numa vida de trabalho, de probidade e honestidade intelectual ou na ociosidade, na inveja e mesquinhez, no deixa andar e aproveitamento do produto do trabalho alheio. Resumindo: a inveja que eu tenho das três crias de gata que acabaram de nascer sob o  pequeno arvoredo que tenho à entrada da minha habitação.



Créditos do Autor


João Andarilho

FAZES FALTA PÁ...

O homem é um ser de uma enorme complexidade, de tal envergadura que não existe livro de instruções. Às vezes sentimo-nos a mais, somos incompreendidos, ficamos desorientados, perdemos o Norte. Sobrevem a apatia, a vida torna-se um fardo. Existe uma revolta interior, dançam sentimentos contraditórios, procura-se o isolamento. É nestas alturas que uma mão no ombro é uma necessidade como uma bóia de salvação.

Liga-me pá!

Andarilho 

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

A FESTA!

Pintura de Albert Kopper 

HIROSHIMA MON AMOUR

Il y a 75 ans, Hiroshima :

"On nous apprend, en effet, au milieu d'une foule de commentaires enthousiastes que n'importe quelle ville d'importance moyenne peut être totalement rasée par une bombe de la grosseur d'un ballon de football. Des journaux américains, anglais et français se répandent en dissertations élégantes sur l'avenir, le passé, les inventeurs, le coût, la vocation pacifique et les effets guerriers, les conséquences politiques et même le caractère indépendant de la bombe atomique. Nous nous résumerons en une phrase : la civilisation mécanique vient de parvenir à son dernier degré de sauvagerie. Il va falloir choisir, dans un avenir plus ou moins proche, entre le suicide collectif ou l'utilisation intelligente des conquêtes scientifiques".

---- Albert Camus, éditorial pour Combat (8 août 1945)

 FERNANDA LAPA (1943-2020)



Extraído do " Tribuna Alentejo " online 

O UIVO DE MONTEJUNTO Porque resulta de interesse histórico e natural conhecimento, com a devida vénia se transcreve o texto infra . O Último...