domingo, 7 de junho de 2020





FILMES DA MINHA VIDA


          É sabido que cada pessoa tem interesses e gostos próprios, atitudes próprias, o seu pensamento e desenvolve a sua consciência e sentido crítico influenciada pelo meio ou meios onde vive ou viveu. Disso não pode escapar. Porém, dessa vivência e do seu percurso enquanto cidadão e pessoa resultou o seu modo de estar na vida e a sua interacção com o seu semelhante e o mundo que o rodeia.
Certamente, durante o seu percurso e no que respeita à chamada 7ª Arte, filmes houve que a marcaram e pode acontecer que, com o amadurecimento da vida, hoje em dia aquilo que antes lhe pareceu uma obra cinematográfica de grande impacto e com mensagem impactante, não passe na actualidade de uma boa lembrança que lhe provoca um sorriso condescendente. É assim que eu me entendo e é assim que vai ser até ao fim do filme da minha vida.

        Muitos filmes tiveram impacto em dado momento e à luz do momento que aconteceram. Seguem alguns aleatoriamente :

O PADRINHO
A LISTA DE SCHINDLER
BEN-HUR
APOCALIPSE NOW
O CAÇADOR
E TUDO O VENTO LEVOU
ANNA KARENINA
O RESGATE DO SOLDADO RYAN
A IRA DAS VINHAS
CASA BLANCA
AVATAR
TITANIC
ET
O ÚLTIMO IMPERADOR
GANDHI
AMADEUS
O PIANISTA
O MENINO DO PIJAMA LISTRADO
FORREST GUMP
DOUTOR JIVAGO
A CASA DOS ESPÍRITOS
O LUGAR DO MORTO
FRANCISCA
KILAS, O MAU DA FITA
A CANÇÃO DE LISBOA 
A MENINA DA RÁDIO
O PAI TIRANO
O LEÃO DA ESTRELA
O COSTA DO CASTELO
O PÁTIO DAS CANTIGAS....

30 e muitos mais.

          Fica, assim, registado correspondendo ao apelo simpático do amigo e poeta de Valmedo tendências e preferências deste que se assina

               João Andarilho.


sexta-feira, 5 de junho de 2020




Vozes dos animais


Por Pedro Dinis


Palram pega e papagaio
E cacareja a galinha
Os ternos pombos arrulham
Geme a rola inocentinha


Muge a vaca, berra o touro
Grasna a rã, ruge o leão,
O gato mia, uiva o lobo
Também uiva e ladra o cão.


Relincha o nobre cavalo,
Os elefantes dão urros,
A tímida ovelha bala,
Zurrar é próprio dos burros.


Regouga a sagaz raposa,
Brutinho muito matreiro;
Nos ramos cantam as aves,
Mas pia o mocho agoureiro.


Sabem as aves ligeiras
O canto seu variar:
Fazem gorjeios às vezes,
Às vezes põem-se a chilrar.


O pardal, daninho aos campos,
Não aprendeu a cantar;
Como os ratos e as doninhas
Apenas sabe chiar.


O negro corvo crocita,
Zune o mosquito enfadonho,
A serpente no deserto
Solta assobio medonho.


Chia a lebre, grasna o pato,
Ouvem-se os porcos grunhir,
Libando o suco das flores,
Costuma a abelha zumbir.


Bramam os tigres, as onças,
Pia, pia o pintainho,
Cucurica e canta o galo,
Late e gane o cachorrinho.


A vitelinha dá berros
O cordeirinho balidos,
O macaquinho dá guinchos,
A criancinha vagidos.


A fala foi dada ao homem,
Rei dos outros animais:
Nos versos lidos acima
Se encontra em pobre rima
As vozes dos principais.


Fonte
In Elementos para um tratado de fonética portuguesa, de Rodrigo de Sá Nogueira (Imprensa Nacional de Lisboa, 1938).'


in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/outros/antologia/vozes-dos-animais/730

Retirado do blog Ponte Europa <noreply@blogger.com>

quarta-feira, 27 de maio de 2020



DO LIVRO DOS CONSELHOS


Enquanto não alcançares a verdade,

não poderás corrigi-la. Porém se


a não corrigires, não a alcançarás.


Entretanto, não te resignes.



José Saramago in "História do Cerco de Lisboa"



Créditos do autor

Alguma vez a alcançaremos, à verdade? O que é a verdade? alguém em tempo algum a terá vislumbrado sequer? Por mais correcções que sofra não a alcançarei porque a verdade não a conheço. Porém, resignar-me, NÃO! A vida é um sucessivo caminhar em busca de uma verdade que nunca será a verdade! Prossigamos a busca ainda que utópica e inalcançável.

João Andarilho

sexta-feira, 22 de maio de 2020



VINGANÇA SERVE-SE QUENTE


           Há gente neste desgraçado mundo do bicho homem que merece todo o desprezo do seu semelhante, pela falta de moral, pela falta de ética, por ser vigarista, por ser oportunista, por ser, enfim, um ser repelente. É adquirido que um desses exemplares e há muitos, dá pelo nome de Ricardo Salgado, crápula muito bem estabelecido e respeitado pelo seus pares e administradores de bens alheios.

          As pessoas comuns e de bem, porque são pessoas, porque são seres humanos e por isso também têm as suas fraquezas e os seus pecados, perante um crápula deste quilate não despenderiam o ensejo de lhe apertar os "garganetes". Melhor o terá pensado, melhor o fez um "chef" bem conhecido, Ljubomir Stanisic que, segundo confidenciou numa entrevista à CS, numa das passagens do energúmeno pelo seu restaurante em Cascais e à pergunta "já alguma vez te vingaste de algum cliente através da comida?", respondeu  que resolveu aplicar-lhe uma "mesinha" no prato servido, que o deixou a "cagar "durante três ou quatro dias. A fúria do "chef", teve a ver, para além de uma vingança pela roubalheira de que o povo português foi vítima, pelo seguinte episódio relatado pelo próprio: "cada vez que ia à mesa dar uma sugestão, ele dava-me indicação com a mão tipo - baza daqui -", o que o deixou fora de si.

          Ora aqui está uma bela sugestão de vingança para quem tem este tipo de oportunidade. Uma vénia ao "Chef" Ljubomir Stanisic pela minha parte, como português vítima de expoliação.

          João Andarilho



terça-feira, 12 de maio de 2020



A REPUBLICA




         1848 em 25 de Abril – Publicado em Lisboa o primeiro número do jornal ‘A Republica’, jornal do povo como se intitulava cujo editorial, então chamado introdução era assinado por um tal de Valete.
Tempos tumultuosos abalavam a conspurcada e promiscua realeza da época, a braços com ondas de choque da revolução francesa. Ora vejam estas fotos retiradas da edição digitalizada da Biblioteca Nacional.


Cota do exemplar digitalizado: res-303-6-a da Biblioteca Nacional

Cota do exemplar digitalizado: res-303-6-a da Biblioteca Nacional

Cota do exemplar digitalizado: res-303-6-a da Biblioteca Nacional 

         O pormenor delicioso do acabamento da edição I: " Sahe quando aparece. - Vende-se aonde o ha. - Não se fazem assignaturas. - A correspondencia será remetida a mim franca de porte. - Typographia de ..................... Àmanham o diremos. Editor responsável.Sou Eu, (em letra manuscrita) José Cândido de Carvalho, que foi posto fora do Correio geral, (parte riscada).

João Andarilho


domingo, 10 de maio de 2020



HIENAS


Há quatro espécies  de hienas no planeta selvagem e todas caçadoras extraordinárias e predadoras topo de gama. Com isso contribuem para o controlo das espécies.

Porém, há uma quinta espécie e essa, sim, é terrível. Mata porque sim e porque é contratada para o fazer. Cerca a presa à traição, baba-se de riso e aplica-lhe as mandíbulas fedorentas até a desconjuntar. 
A repórter da TVI, como poderia ser a repórter da CMTV ou da SIC, pertence a esta espécie quando, cercando uma das vítimas do capital à entrada de um centro de apoio, afinfa-lhe as tais mandíbulas, com uma pergunta à queima-roupa: "se não tinha vergonha de estar ali a pedir ajuda". Era vê-los tal como uma vara de recos, àquelas hienas de microfone na mão e holofotes apontados, rindo-se e babando-se, algozes dos seus patrões. A presa confundida, apanhada à traição tentando escapar cobrindo a face de vergonha ante a ignóbil exposição. É este o lixo comunicacional que nos é dado para engolir. Mas não, felizmente o meu olfacto é apurado e estas hienas não me entram casa adentro. A minha luta contra o estado a que isto chegou também se faz através deste modo de denúncia. A quem aprouver que dele faça bom uso. 

João  Andarilho 

  O PALITAR DA VIDA   Como os dentes devemos palitar a vida todos os dias. Sou do tempo em que não havia modernices ao estilo do fio den...