domingo, 23 de agosto de 2020

NA ALHETA

 ALHETA

É o ângulo que forma a popa do navio com o costado. Confesso que não percebo nada de barcos ou navios, mas o mundo náutico não deixa de ser fascinante apesar desse meu sentimento de ignorância. Aliás, acho que o ser humano é naturalmente atraído pelo mar e é com naturalidade que se observa ser a orla costeira a zona mais densamente povoada de um país. Pode-se dizer que esse facto potencia a decisão política de investir mais no litoral do que no interior o que vem provocar a sua desertificação e o aparecimento de assimetrias. É grave! Mas agora que a conversa vai longa pergunta-se : o que tem a alheta a ver com a desertificação do interior? 


Créditos do autor


 
Já ouviram a expressão "vou-me pôr na alheta"? Foi essa a atitude tomada por milhares de pessoas quando fugiram para o litoral ou para a emigração. Puseram-se na alheta. É uma expressão curiosa que fica ligada àquela parte do barquito. Já repararam naqueles barcos à vela em que a tripulação corre para a alheta para contrabalançar o peso do barco? Puseram-se na alheta. 

E é assim que hoje me ponho também na alheta. 

João Andarilho 


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

VÍRUS E VIROSES

 

VÍRUS E VIROSES...


    Então é assim: o sacana do vírus consegue penetrar na nossa máquina que, ao contrário do que se possa imaginar, é o organismo mais perfeito que existe na nossa galáxia, até ver. Estou aliás convencido que que fomos criados por obra de um ser Extra-terrestre tal a complexidade do que constitui o ser humano. Para o bem ou para o mal, este animal é perfeito, ponto final. O que acontece? Segundo consegui apurar de fonte altamente fidedigna, a estrutura de 206 ossos que suporta a complexa máquina de que falamos e é desta que falamos, reage prontamente à intrusão instruindo um exército de prontos soldados à sua defesa. É complexo o centro nevrálgico de comando, tão complexo que deixa para trás qualquer Pentágono que possa existir à face de um planeta! Segundo tal fonte, apesar de se conhecer bastante da sua complexa orgânica funcional é-nos ainda impossível, apesar de quão maravilhosa ser a nossa inteligência e perspicácia, a completa apreensão de toda a sua potencialidade e virtuosismo. O  facto é que, não fosse a estupidez das vontades do pequeno asno que comanda este ser perfeito, este poderia viver até ao fim dos seus dias físicos na mais perfeita robustez de saúde sem ter que recorrer à ajuda externa de uma multiplicidade de meios de combate alheios que, muitas vezes acabam por ser contraproducentes no que ao combate da doença diz respeito.

E contra mim falo porque bastas vezes me dou conta de estar a saborear um apetitoso, suculento e gordurento leitão, seja da Bairrada, de Negrais ou da Anadia, uma alheira de Mirandela ou de umas febras de porco preto alentejano, tudo bem regado com algumas das boas castas vinícolas deste país. Podia ser pior? podia! Infelizmente há quem não tenha possibilidade de apreciar tudo isto e aí, meus amigos, é que a porca torce o rabo. Por razões que só o Diabo tece e cozinha, tais infelizes tornam-se de facto presas da sua infelicidade. A falta de manutenção e cuidado a falta de condições sanitárias promove o desgaste da máquina, a sua degradação e finalmente o seu fim. 

Tudo isto para se chegar a que conclusão? Boa pergunta? Será necessário chegarmos a uma conclusão?

Vão-se catar!


João Andarilho!

NEY - PONTO NOS II

 

NEY - PONTO NOS II


Sem meias palavras o Artista grita o que lhe vai na Alma.. 


https://www.facebook.com/canal.brasil/videos/1445645435629473/?d=null&vh=e



João Andarilho

NEY

 

NEY

https://youtu.be/L2bINZ0G_yI


POEMA

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo, mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás
Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo, mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás


Fonte: LyricFind
Compositores: Roberto Frejat / Agenor Neto


Letras de Poema © Warner Chappell Music, Inc, Warner Chappell Music Inc

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

SHOW MEN

 

SHOW MEN


"Dos cantores brasileiros, Ney Matogrosso é um dos poucos, senão o único que pode merecer o título de Show Men!" - Denise Pires Vaz


    Ney de Souza Pereira, com o nome artístico de Ney Matogrosso, veio ao mundo no dia primeiro de Agosto de mil novecentos e quarenta e um, no município de Bela Vista do Estado Mato Grosso do Sul, Brasil. Uma das grandes vozes da música brasileira, aguda (tenor), com uma personalidade forte e vincada que se manifesta na letra das sua músicas, no guarda-roupa que utiliza e nos cenários que cria. Personagem que se dá, por isso, à controvérsia, cantautor e activista pelos direitos humanos, pela liberdade e democracia bem como pelos direitos das minorias. Todo ele fascina pelo que cria musicalmente, pela singularidade da sua voz, pela entoação que aplica nos versos, no fundo é de uma originalidade que fica e que marca o panorama da música brasileira.

    Tem 23 álbuns publicados desde o "Água do Céu - Pássaro" publicado em 1975:

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/agua-do-ceu-passaro.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/bandido.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/pecado.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/feitico.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/seu-tipo.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/pescador-de-perolas.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/estava-escrito.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/o-melhor-de-ney-matogrosso.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/millennium-ney-matogrosso.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/olhos-de-farol.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/cartola.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/ney-matogrosso-ao-vivo.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/vinte-e-cinco.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/ney-matogrosso-interpreta-cartola-ao-vivo.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/sound-vision-ney-matogrosso-2-cds-dvd.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/a-arte-de-ney-matogrosso.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/novo-millennium-ney-matogrosso.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/maxximum-ney-matogrosso.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/canto-em-qualquer-canto.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/batuque.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/inclassificaveis.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/beijo-bandido.html

https://www.vagalume.com.br/ney-matogrosso/discografia/atento-aos-sinais.html

Extraído do site "vagalume.com.br


Coloquemos os phones e voemos!


João Andarilho


AVANTE! 2020



AVANTE! 2020 



    Do texto que, com o devido respeito, transcrevo da autoria de Pedro Duarte, só não partilho a ideia de que vamos ter que viver permanente com os cuidados que exigem uma situação como aquela que actualmente vivemos, porque acredito que o bem encontrará soluções para eliminar este e outros vírus. De resto subscrevo inteiramemte o seu pensamento :


Créditos meus



"Claro que tinha que fazer um post sobre a Festa do Avante!


A primeira vez que fui tinha 14 anos. Fui com os meus pais, ver o Sérgio Godinho e o Jorge Palma. Mudou a minha vida. Não é uma hipérbole.
Dois anos depois, numa aula de inglês do British Council, a professora inglesa, que era toda prá frentex, perguntou-nos se já tínhamos ido a algum festival de verão. Eu respondi "mais ou menos" e ela perguntou como é que se podia "mais ou menos" ir a um festival de verão, achando que eu estava a mentir só para não ser o único que não tinha ido e impressionar as miúdas. Eu disse-lhe que tinha ido à Festa do Avante, que não era bem um festival de verão.
Só hoje, 20 anos depois, com todos os ataques à sua realização, percebo PROFUNDAMENTE o quão o Avante! não é um festival de verão.
Ao realizar a Festa do Avante! adaptada para o mundo pós-Covid, o PCP está a materializar a sua missão para o presente, que é o mundo Covid-19. O PCP é um partido que materializa o que defende, em vez de apenas formular ideias discursivamente, e isso diz-me muito pois sou produtor de filmes. Para mim só existe o que é materializado. A minha mãe ensinou-me que não interessa o que se diz, interessa o que se faz.
Ao realizar um evento para 100 mil pessoas cumprindo as regras da DGS para o mundo pós-Covid, o PCP está a apontar o caminho através de um feito de um alcance extraordinário e para o futuro.
O que o PCP está a fazer é a ser a vanguarda do que serão os eventos possivelmente para o resto da nossa vida. Muita gente acha que em 2021 o mundo voltará ao normal. Mas vem aí a segunda vaga e possivelmente o resto da vida teremos de usar máscaras, como desde a chegada do vírus da SIDA passámos a ter que usar máscaras noutro sítio.
O que o PCP está a fazer ao fazer isto é demonstrar-nos que é possível continuar a viver. Que apesar da SIDA podemos continuar a fazer sexo. E a demonstrar que para viver, vamos ter de nos organizar. Vamos ter de nos adaptar para podermos resistir. Vamos ter que ser ainda mais fortes e mais organizados para fazer frente a um mundo capitalista que está a destruir a natureza gerando novas prováveis pandemias e estados de excepção com maior frequência.
Por isso, o que o PCP está a fazer com esta festa do Avante! é futurismo. É dar-nos esperança. Se não temos esperança, desistimos de lutar. É isso que a elite que manda em nós quer. Qualquer vírus serve de desculpa.
Apercebo-me que quem critica a realização da festa quase sempre não sabe a capacidade organizativa do PCP. Não foi aberta nenhuma excepção pela DGS à realização da Festa do Avante!. Simplesmente o PCP consegue cumprir regras que os promotores de eventos não conseguem cumprir porque isso afetaria a sua margem de lucro. No capitalismo as coisas para darem lucro têm que ter má qualidade. Quando são feitas por amor, consegue-se aquele extra.
Esta capacidade organizava foi ilustrada pelas manifestações da CGTP no no 1º de Maio de 2020. Tanta gente criticou. E afinal... ninguém ficou doente. E já toda a gente se esqueceu ... mas houve algo que ficou:
O que se ganhou com a realização da manifestação do 1º de Maio? Foi a primeira manifestação da era Covid-19 em Portugal. A partir daí começaram todas as manifestações (inclusive a belíssima grande manifestação anti-racismo que foi da Alameda ao Terreiro do Paço). Foi o 1º de Maio que permitiu isso. Ganhou-se que as pessoas perderam o medo de vir para a rua manifestar-se pelos seus direitos e contra os erros de quem nos governa. Ganhou-se que aqueles que querem reprimir quem tem a ousadia de fazer coisas ficaram sem argumentos. O 1º de Maio abriu o caminho. A Festa do Avante! vai abrir ainda mais."


Escrito Por Pedro Duarte (2020)

  O PALITAR DA VIDA   Como os dentes devemos palitar a vida todos os dias. Sou do tempo em que não havia modernices ao estilo do fio den...