quinta-feira, 15 de novembro de 2018




WWI


La République nous appelle,
sachons vaincre ou sachons périr;
un français doit vivre pour elle
pour elle un français doit mourir


Chénier -  O Canto de Partida (Hino de Marcha dos Voluntários da I República)






Comemorou-se ontem, 14 de Novembro, o centenário do início das hostilidades que deram origem à chamada I Grande Guerra Mundial. Envolvidas encontravam-se a Alemanha, a Austria, França, Rússia e Inglaterra. Como sempre, a belicosa e poderosa Alemanha, com a sua postura arrogante, racista e imperialista, foi a potência que promoveu o início das hostilidades , nomeadamente contra a França de Poincaré. A reacção francesa não se fez esperar e as divergências políticas internas ficaram para segundo plano promovendo-se uma união de todos os franceses contra a arrogância do agressor. Por toda a nação todos se conheciam sem nunca se terem visto. "Os olhos atraíam os olhos, os sorrisos pareciam enlaçar-se mutuamente com a simpatia de uma ideia comum".




Se hoje se comemora a efeméride é bom não olvidarmos que o perigo mora já ali e vai cercando esta Europa e este mundo, de novo, com regimes de natureza autoritária, racista, xenófoba. O Fascismo espreita e de novo legitimado pelo voto popular. 


João "O Esperançoso"





Paranóia


         Pus-me a pensar " o que dá na cabeça de alguém para, inopinadamente, começar a insultar outro alguém de quem nunca tinha sabido da sua existência ou sequer a cor dos seus olhos!"
           Precisamente hoje decidi ir dar uma volta na minha "bike" de estrada, pelas ruas da minha cidade de Lisboa, apeteceu-me e lá fui. Saí de casa debaixo de um sol prometedor, em direcção à zona oriental, passando por Xabregas, Santa Apolónia e no Cais do Sodré embiquei pela Rua da Alecrim acima até ao Largo de Camões, daí até à Assembleia da República foi um pulinho. Era já lusco-fusco quando resolvi fazer o trajecto de regresso a casa e tomei a direcção das avenidas novas. Eis senão quando e no sentido sul/norte pretendia passar para o outro lado da Avª da República junto ao Galeto, me surge pela frente uma personagem surreal, sexo feminino, de aspecto apresentável e aparentemente senhora que se dá ao respeito, interpelando-me bruscamente e em voz bastante sonora sobre se eu conhecia o código da estrada, debitando o "conhecimento" que dele tinha e logo de seguida afirmando que eu era um burro. Retorqui-lhe pois, que nem sequer iria ter qualquer tipo de conversa com ela, de tal modo eram os modos da dita "senhora". Não contente com a minha resposta, reiterou os insultos à minha pessoa. Porque não sou "idiota", "burro", "imbecil" e "cretino" e porque entendo que uma pessoa de bem não se deve rebaixar àquele nível, passei adiante, atravessando a avenida para o outro lado a fim de apanhar a ciclovia, não sem que tivesse parado no seu início para deixar passar os peões que também a atravessam . Um dos peões era a tal criatura que, voltando a cruzar-se comigo de novo me mimoseou um " afinal sabe, afinal não é burro de todo".
Voltei a não dar cavaco, obviamente, e segui viagem até ao meu destino. Porém, no caminho, pus-me a pensar e acabei por ter pena daquela infeliz porque essa pessoa está doente, deve ter problemas gravíssimos de consciência e o seu meio familiar deve ser muito desestruturado.
Para concluir que no nosso país e na sociedade ocidental em geral, estamos a chegar a um ponto em que urge reflectirmos sobre o caminho que devemos seguir: se o caminho insane da ignorância, de vida sem valores, vazia ou arrepiarmos e começarmos a pensar menos egoisticamente, sermos mais solidários, procurar objectivos de vida baseados em valores altruístas, pensar por nós próprios e não nos deixarmos levar por maus exemplos que enxameiam a nossa existência por todos os lados. Pensar, alcançar o conhecimento é fundamental para conhecermos o nosso Eu. 
        Sejamos felizes, então.



        João "Atónito"


domingo, 11 de novembro de 2018



São Martinho


"Conta a lenda que São Martinho terá com sua espada cortado a sua capa e com ela, compadecido, coberto os ombros de um mendigo, que quase jazia sob os efeitos de hipotermia. Ao reconhecimento do gesto de São Martinho, descobriu-se um sol como nunca então se vira e de pronto, por três dias, se viu suspenso o Outono."




Não é por acaso que, ano após ano, todo o mundo aguarda um dia de bom tempo, com sol, no dia onze do mês onze do ano. Infelizmente o deste ano não teve a ajuda do dito santo! Terá emigrado? Valhe-nos São Pedro!

João Andarilho


Muhammad d'Abd ar-Ra'üf al-Husaynt, Yasir' Arafat


Também conhecido por Abü' Ammar e mundialmente conhecido como Yasser Arafat, líder da Autoridade Palestina e presidente da OLP (Organização para A Libertação da Palestina) e da Fatah, co:detentor do Prémio Nobel da Paz, nascido em 24 de Agosto de 1929, na cidade do Cairo, falecido faz hoje 14 anos, em França. 


João "o esperançoso" 

segunda-feira, 5 de novembro de 2018



O Maior Enigma da História da Arte Portuguesa

"No entanto, nenhum mestre espanhol do século XV pintou um políptico de uma riqueza, de uma monumentalidade e de um requinte comparáveis àqueles que deu prova o português Nuno Gonçalves, que foi não somente o maior mestre português de todos os tempos, mas também um dos melhores pintores do século (…) A pintura mostra unicamente seres humanos providos com atributos identificáveis: armas, cordas, livros e relíquias, sem que seja sugerido o mínimo contexto ou a mínima situação. Mas a variedade, a força e a expressão dos rostos, a diversidade das qualidades sociais, psicológicas e intelectuais, das indumentárias, dos gestos e dos comportamentos são tais que gerações de investigadores e críticos se aplicaram a estudar e a decifrar o conteúdo múltiplo da obra"

Estas linhas do conceituado historiador de arte polaco Jan Bialostocki (1921-1988), condensam bem o carácter aparentemente insolúvel do maior enigma da História da Arte Portuguesa.



OS PAINÉIS DE NUNO GONÇALVES

A sua datação poderá recuar um quarto de século cerca de (1470 para 1445) reforçando-lhe assim o seu estatuto de peça excepcional e inovadora no panorama da Arte Nova que se afirmou na Europa de meados do século XV. Com efeito, no livro Os Painéis de Nuno Gonçalves (Jorge Filipe de Almeida e Maria Manuela Barroso de Albuquerque, Editorial Verbo, 2000 e 2003) foram identificados na bota e no botim de duas figuras em primeiro plano retratadas no Painel do Infante, símbolos que são com verosimilhança as iniciais do pintor Nuno Gonçalves e o ano de 1445. A aceitação criteriosa desta leitura permitirá ao políptico passar de obra atribuída a Nuno Gonçalves a obra autógrafa deste pintor português. 

Facto não menos importante, a data de 1445, anterior cerca de um quarto de século ao período maioritariamente defendido na historiografia da arte portuguesa, possibilita e aconselha uma reinterpretação iconográfica da pintura, a qual foi empreendida na obra acima citada. Esta nova iconografia, que retoma em parte a tese defendida por José Saraiva em 1925, permite identificar nos principais retratados no políptico os filhos de D.  João I, aqueles mesmos que Camões designou de "Ínclita Geração".

Matilde Sousa Franco
Jorge Filipe de Almeida
4 de Março de 2011

João Picassus

quinta-feira, 1 de novembro de 2018



Ainda Há Esperança




Num mundo cada vez mais intolerante, xenófobo, racista, desprovido de humanidade, encontramos ilhas de amor e compaixão.

https://www.facebook.com/claudinha.mendes.3/videos/10210764674191908/?t=280

Uma noite sereninha


João Lacrimoso



FASCISMO


“Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho e nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.“


(Anónimo)







João Soneto

O UIVO DE MONTEJUNTO Porque resulta de interesse histórico e natural conhecimento, com a devida vénia se transcreve o texto infra . O Último...