domingo, 10 de maio de 2020



HIENAS


Há quatro espécies  de hienas no planeta selvagem e todas caçadoras extraordinárias e predadoras topo de gama. Com isso contribuem para o controlo das espécies.

Porém, há uma quinta espécie e essa, sim, é terrível. Mata porque sim e porque é contratada para o fazer. Cerca a presa à traição, baba-se de riso e aplica-lhe as mandíbulas fedorentas até a desconjuntar. 
A repórter da TVI, como poderia ser a repórter da CMTV ou da SIC, pertence a esta espécie quando, cercando uma das vítimas do capital à entrada de um centro de apoio, afinfa-lhe as tais mandíbulas, com uma pergunta à queima-roupa: "se não tinha vergonha de estar ali a pedir ajuda". Era vê-los tal como uma vara de recos, àquelas hienas de microfone na mão e holofotes apontados, rindo-se e babando-se, algozes dos seus patrões. A presa confundida, apanhada à traição tentando escapar cobrindo a face de vergonha ante a ignóbil exposição. É este o lixo comunicacional que nos é dado para engolir. Mas não, felizmente o meu olfacto é apurado e estas hienas não me entram casa adentro. A minha luta contra o estado a que isto chegou também se faz através deste modo de denúncia. A quem aprouver que dele faça bom uso. 

João  Andarilho 



Artigo 7.º 

Relações internacionais

1. Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade.

2. Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança coletiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.

3. Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.

4. Portugal mantém laços privilegiados de amizade e cooperação com os países de língua portuguesa.

5. Portugal empenha-se no reforço da identidade europeia e no fortalecimento da Acão dos Estados europeus a favor da democracia, da paz, do progresso económico e da justiça nas relações entre os povos.

6. Portugal pode, em condições de reciprocidade, com respeito pelos princípios fundamentais do Estado de direito democrático e pelo princípio da subsidiariedade e tendo em vista a realização da coesão económica, social e territorial, de um espaço de liberdade, segurança e justiça e a definição e execução de uma política externa, de segurança e de defesa comuns, convencionar o exercício, em comum, em cooperação ou pelas instituições da União, dos poderes necessários à construção e aprofundamento da união europeia.

7. Portugal pode, tendo em vista a realização de uma justiça internacional que promova o respeito pelos direitos da pessoa humana e dos povos, aceitar a jurisdição do Tribunal Penal Internacional, nas condições de complementaridade e demais termos estabelecidos no Estatuto de Roma.


Constituição da República Portuguesa


João Andarilho

sábado, 9 de maio de 2020



9 DE MAIO DE 1945/ 09 DE MAIO DE 2020





EM MEMÓRIA DOS 26 MILHÕES DE SOVIÉTICOS MORTOS EM DEFESA DA PÁTRIA CONTRA O NAZI-FASCISMO



João Andarilho



75º ANIVERSÁRIO...


... da derrota do Nazi-Fascismo é comemorada hoje, 9 de Maio de 2020. Setenta e cinco anos atrás, em Berlim, na sede da administração soviética de Karlshorst, às 00:45 horas, hora de Moscovo, o marechal de campo nazi Willelm Keitel, assina a capitulação  incondicional da Wermacht, as forças armadas alemãs, ante a URSS.





João Andarilho

terça-feira, 5 de maio de 2020



70 ANOS DO JULGAMENTO DE ÁLVARO CUNHAL (1913-2005)



Passam hoje 70 anos do julgamento de Álvaro Cunhal no abominável fascista tribunal plenário, onde eram julgados os presos políticos do regime. 
Neste dia, Álvaro Cunhal "transformou este tribunal numa tribuna para a defesa da democracia, da paz e da independência nacional e de denúncia da violência e da tortura, quer física quer intelectual, a que foi submetido pela PIDE e pelo regime prisional."
Esteve "mantido 8 anos incomunicável, numa cela de dois por quatro metros, na Penitenciária de Lisboa,  sem papel sequer para tomar apontamentos e preparar a sua defesa em julgamento. É nesta cela e nestas condições "que elabora a sua longa defesa, recorrendo a um método de memorizar e projectar mentalmente os tópicos, no lajedo da cela. A defesa terminaria assim : - «então que se sentem os fascistas no banco dos réus, então que se sentem no banco dos réus os actuais governantes da nação e seu chefe Salazar ». É perante o tribunal plenário que se declara « filho adoptivo da classe operária». 

Fontes: "PCP, Partido Comunista Português"; "Biografia de Álvaro Cunhal " - de Ana Margarida de Carvalho, jornalista e escritora




João Andarilho

domingo, 3 de maio de 2020



SUSTENTABILIDADE

          A predação da natureza em razão da ganância e do lucro desde há 200 anos teve e tem, como consequência, alterações climáticas do planeta e o advento de catástrofes ambientais precursoras da extinção maciça da vida de milhões de espécies, inclusivé a nossa.
         A actual pandemia provocada pelo aparecimento de um vírus para o qual não há contra-resposta imediata dos laboratórios científicos, tem a ver com a mudança climática e, também, à deslocação de populações para zonas confinadas com outras espécies animais, que potenciaram a contaminação de vírus entre espécies.
    Esta pandemia oferece-nos uma oportunidade para alteramos o padrão de vida que até agora conduzíamos. Penso que o tempo da globalização chegou ao fim. Estamos na altura de mudarmos de paradigma e apostarmos na localização, de apostarmos nos serviços e na economia em pequena escala e na cooperação. Entidades supranacionais como a UE, NATO e por outro lado grandes multinacionais e grupos económicos que desenvolvem os seus negócios à custa do sacrifício ambiental promovendo o declínio rápido dos recursos naturais, como é o caso da OPEP e da exploração dos recursos fósseis do planeta, tem que ter o seu fim. É tempo de os governos agirem, mas também penso que os governos por si próprios não vão agir na necessária mudança se não houver pressão dos povos. Porque, apesar da necessidade da mudança, ela tem um obstáculo formidável que é precisamente o poder dessas organizações que exploram os recursos do planeta em benefício próprio. Todavia, julgo que será mais forte a mobilização das populações e das organizações ambientalistas e esse deverá ser o caminho. Um novo pensamento direccionado para o ser humano e para a coabitação sustentável do nosso planeta é, também, a solução e o caminho.
       Nada será como antes para bem da humanidade e da espécie humana, assim esperemos.

João Andarilho

sábado, 2 de maio de 2020



TAP - Transportes Aéreos Portugueses


           Com € 800 000 000,00 de prejuízo e a necessitar urgentemente de € 350 000 000,00, o ministro português esteve muito bem. Se o Estado tiver de entrar com o dinheiro dos portugueses para salvar a companhia terá de ser o Estado a mandar na TAP. Se não fossem os 50% que o Estado detém, neste momento a TAP já não existia. Mais um negócio de lesa - pátria cometido pelo ex: governo de Passos Coelho com a conivência do ex: presidente Cavaco. A TAP é a nossa companhia de bandeira e é uma companhia estruturante da economia. Não pode cair na mão de privados cujo propósito é o lucro acima de tudo. Isso é um crime. A TAP é nossa, do povo português. Tem que ser nacionalizada e gerida pelo Estado português.

Extraída do Facebook


João Andarilho

  O PALITAR DA VIDA   Como os dentes devemos palitar a vida todos os dias. Sou do tempo em que não havia modernices ao estilo do fio den...