VITOR JARA
Aventura, arte, literatura, coisas da vida, banalidades e curiosidades
VITOR JARA
VITOR JARA
Faz hoje 47 anos que Vitor Jara, professor, director de teatro, poeta e cantautor foi assassinado pela ditadura do sanguinário Pinochet.
Viva o povo chileno
João Andarilho
BIG BANG (matéria, energia, espaço, tempo)
Catorze mil milhões de anos (14 000 000 000) é a provecta idade do nosso Universo. É um número tão absolutamente devastador tendo em conta a humana escala do tempo, que me sinto cilindrado pela insignificância da nossa existência.
Matéria, energia, espaço, tempo, surgiram naquilo que é comumente designado pelo BIG BANG e é à história de todos estes aspectos que chamamos FÍSICA.
Trezentos mil anos após este extraordinário acontecimento, a matéria e a energia começaram a fundir-se dando origem a estruturas complexas: os átomos combinados com moléculas. E é à história de tais estruturas (interacção entre átomos e moléculas), que chamamos QUÍMICA.
Há cerca de quatro milhões de anos, num planeta azul chamado Terra, certas moléculas resolveram combinar-se, formando estruturas com tamanho a que chamamos organismos e é à história dos organismos que designamos por BIOLOGIA.
Setenta mil anos atrás, organismos pertencentes à espécie Homo Sapiens, começaram a formar estruturas ainda mais elaboradas chamadas culturas. Aos ulteriores desenvolvimentos dessa culturas dá-se o nome de HISTÓRIA.
Fonte: "História Breve da Humanidade" de Yuval Noah Harari
João Andarilho
O DIA SEGUINTE
Foi a melhor Festa do Avante! de sempre! E porquê? Aproveitámos para reforçar a dose da Vacina Contra o Medo.
Já está em preparação a próxima edição da Festa do Avante! em 2021.
João Andarilho
DIA 3
E CADA VEZ SOMOS MAIS
Pela espora da opressão
pela carne maltratada
mantendo no coração
a esperança conquistada.
Por tanta sede de pão
que a água ficou vidrada
nos nossos olhos que estão
virados à madrugada.
Por sermos nós o Partido
Comunista e Português
por isso é que faz sentido
sermos mais de cada vez.
Por estarmos sempre onde está
o povo trabalhador
pela diferença que há
entre o ódio e o amor.
Pela certeza que dá
o ferro que malha a dor
pelo aço da palavra
fúria fogo força flor
por este arado que lavra
um campo muito maior.
Por sermos nós a cantar
e a lutar em português
é que podemos gritar:
Somos mais de cada vez.
Por nós trazemos a boca
colada aos lábios do trigo
e por nunca acharmos pouca
a grande palavra amigo
é que a coragem nos toca
mesmo no auge do perigo
até que a voz fique rouca
e destrua o inimigo.
Por sermos nós a diferença
que torna os homens iguais
é que não há quem nos vença
cada vez seremos mais.
Por sermos nós a entrega
a mão que aperta outra mão
a ternura que nos chega
para parir um irmão.
Por sermos nós quem renega
o horror da solidão
por sermos nós quem se apega
ao suor do nosso chão
por sermos nós quem não cega
e vê mais clara a razão
é que somos o Partido
Comunista e Português
aonde só faz sentido
sermos mais de cada vez.
Quantos somos? Como somos?
novos e velhos: iguais.
Sendo o que nós sempre fomos
seremos cada vez mais!
Ary dos Santos
DIA 2
A PRIMEIRA TROMBETA
Para a Carol Loff
Atravessamos descalços a planície vermelha.
Em cada cela um condenado sonha,
Deitando a cabeça loira no ombro da distância
E fumando navios.
Em cada porto um veleiro fantasma aparelha para a grande
[viagem proibida,
Carregado de esperanças e palavras que não têm guarida
[em nenhum sítio da terra.
Atravessamos descalços a planície vermelha.
O sinal dos tempos apunhala-nos a memória.
Nada reconhecemos
A não ser a face impassível que nos ameaça,
A sombra das idades que nos persegue,
A terrível violência da voz que nos acusa
E nem o sangue dos séculos consegue aplacar.
Atravessamos descalços a planície vermelha
Onde quer que paremos, espera-nos o cavaleiro da
[armadura de ferro,
Trespassando-nos o corpo com seus olhos de fogo
E não deixando nem um segredo aos nossos corações
[aflitos,
Nem um soluço às nossa gargantas estranguladas.
Atravessamos descalços a planície vermelha.
As cidades destruídas dormem ao relento do ódio,
As sentinelas de sal vigiam o repouso petrificado dos
[deuses,
A noite assiste em silêncio
A todos os crimes perpetrados no horizonte.
Atravessamos descalços a planície vermelha
Os agoiros do céu predizem-nos os passos,
Os indícios do vento gelam-nos os ossos.
Despojados de lágrimas devoramos o medo
Enquanto em cada porto um veleiro se afunda,
Enquanto em cada cela se assassina um anjo.
Ary dos Santos
DIA 1
O PALITAR DA VIDA Como os dentes devemos palitar a vida todos os dias. Sou do tempo em que não havia modernices ao estilo do fio den...