segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

 ESPÍRITU SANTO Y AMÉN


É o nome do burro, compañero do peregrino Enrique Balsera, conhecido como o mais famoso peregrino do mundo. Espanhol de Córdova é uma estória de vida suigeneris. Antigo piloto da marca de carros desportivos italiana, Lamborghini, sofreu um grave acidente de carro. Saiu com vida mas ficou paraplégico. A vontade de voltar a andar era uma fé e fez uma promessa que cumpre desde que recuperou o andar: ser peregrino até morrer. Peregrinar é o seu destino, percorrer os caminhos de peregrinação o seu fado, sempre na companhia do Espíritu Santo y Amén...

Boas viagens andarilho da fé. 

Créditos: Maurício Santos 


Vídeo feito pelo meu amigo Maurício Santos, a semana passada, em Torres Vedras. Não chegou à fala com Enrique, mas soube por interposta pessoa, que Enrique tinha entrado num supermercado para comprar cenouras ao Espíritu Santo e se dirigia a Roma. Bon voyage homem de fé. 

João Andarilho 


ARTE


 https://youtu.be/LN0Cxc-JN4k

domingo, 22 de janeiro de 2023

 UMA QUESTÃO CIVILIZACIONAL



Créditos do autor

"Por uma educação que nos ajude a pensar e não a obedecer"

No planeta ocidental onde estamos inseridos, impregnado desde os chamados "descobrimentos" de preconceitos de superioridade sobre os demais povos que foram "descobrindo" e dominando, foram desenvolvidos padrões de comportamento sociológico, de carácter comportamental e ordem económica que, no seu processo de desenvolvimento e expansão, vieram descambar, nos dias de hoje, no mais abjecto estádio de degradação ultra capitalista, que prenuncia o seu fim em favor de um mundo multipolar, já sem o domínio imperial dos que, ao longo dos séculos têm explorado, saqueado, assassinado em benefício dos grandes monopólios corporativos. O extertor deste sistema unipolar está a acontecer, onde a guerra que actualmente acontece na Ucrânia é uma das peças fundamentais desse extertor.

Dentro deste planeta onde vivemos, ainda sob a pata dos donos disto tudo, os povos são espezinhados pelos que os governam, a mando dos tais monopólios corporativos e em obediência ao tal defunto modelo económico-social. As chamadas "crises" ou "tempos de austeridade", são ciclos programados que decorrem dessa degradação capitalista, que têm como justificação a imperiosa necessidade de roubar os pobres para dar aos ricos. Daí resultam os modelos de regressão civilizacional, com a supressão de direitos, a precarização do emprego, os cortes salariais, o aumento forçado da produtividade com o aumento do horário laboral e o não pagamento das horas extraordinárias, a alteração do Código do Trabalho, perspectivando-se, até, a alteração da própria Constituição da República, a criação de um mecanismo artificial que consagra o aumento da idade da reforma, pasme-se! mudando as regras desse contrato, sem vergonha, a meio da sua vigencia. 

Tudo isto provoca uma reacção popular em cadeia, de que são exemplos as greves dos professores, dos oficiais de justiça, dos guardas prisionais e um pouco por toda a AP em todo o tecido social do país transversal aos países que formam este decadente planeta ocidental em que vivemos. 

Tempos difíceis nos esperam mas o que está em causa é, essencialmente, o futuro dos que, agora, ainda são crianças. 

João Andarilho 



quinta-feira, 19 de janeiro de 2023


POUCO E SER FELIZ


Quando era jovenzinho, vivia eu em Abrantes, sonhava pelo dia em que, com a feira, vinham atrelados uma espécie de feira popular com a Roda grande, as barracas de comes e bebes e do tiro ao alvo (como eu sou bom atirador e feliz com estas pressões de ar! ), os carroceis, toda aquela agitação dos pregadores do mais barato par de cuecas e de meias da cidade e de Portugal inteiro. Mas, sobretudo, com a chegada dos carrinhos de choque! Era mágico, grandioso! Quando via nas mãos aquelas fichas milagrosas, era o chaval mais feliz da terra e também dos arredores. Ficava roído de inveja quando os meus amigos as tinham e eu não tinha pilim. Raios! corria de um pulo (reparem só na velocidade) a casa e tinha de desencantar todos os 10 tostões que conseguisse, só para voltar a ser feliz. Como era preciso nada para ser feliz!

Via internet

Lembrei-me desta recordação para fazer uma analogia com o dia no meu local de trabalho. A emoção é tamanha que pareço um carrinho de choque carregado com as fichas todas... 

João Andarilho 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

 

GIL


Em 1998, foi inaugurada com pompa e circunstância a Expo 98, Exposição Universal, em Lisboa.

Como mascote foi criada uma figura simpática de cabelo ondulado a quem foi dado o nome de Gil, em homenagem ao grande navegador português Gil Eanes.





João Andarilho

 

GIL EANNES


Nascido em Lagos, foi um navegador português do Sec XV, conhecido por ter dobrado o temível Cabo Bojador em 1434, proeza histórica dos descobrimentos portugueses. O Mundo, afinal, não acabava ali. Era o início da Epopeia. Escudeiro de D. Henrique numa simples barca se fez ao Cabo, de peito aberto e venceu.



Como prova do emérito feito, trouxe a El-Rei um ramo de flores da arménia, flores essas que florescem em todo o nosso litoral, a que deu o nome de flores de Santa Maria.


Imaginava-se, então que os ventos do Cabo sopravam para Sul impedindo o regresso a Portugal de quem ousasse dobrá-los. Contava a lenda que mais de 12000 tentativas haviam sido realizadas. Grande Homem português.

João Andarilho

 

GIL EANNES



FERNANDO PESSOA

MAR PORTUGUEZ

Ó MAR SALGADO, quanto do teu sal 

São lagrimas de Portugal !

Por te cruzarmos, quantas mães choraram, 

Quantos filhos em vão resaram !

Quantas noivas ficaram por casar 

Para que fosses nosso, ó mar 

Valeu a pena ? Tudo vale a pena 

Se a alma não é pequena. 

Quem quere passar além do Bojador

Tem que passar além da dor. 

Deus ao mar o perigo e o abysmo deu,

Mas nelle é que espelhou o céu.

O UIVO DE MONTEJUNTO Porque resulta de interesse histórico e natural conhecimento, com a devida vénia se transcreve o texto infra . O Último...