HIGIENIZAÇÃO
Aventura, arte, literatura, coisas da vida, banalidades e curiosidades
TEA
O consumo per capita de café no nosso país é muito superior ao valor per capita do consumo de chá. Isto apesar de termos tido uma colónia grande produtora de chá 🫖, como ainda é Moçambique. Todavia, já fomos bastante consumidores de chá em tempos idos, tanto que foi uma portuguesa, que se tornou rainha de Inglaterra, que introduziu na corte esta erva, muito apreciada e que se tornou a bebida por excelência dos seus cidadãos, excepto nos estádios de futebol.
TEA, assim se passou a chamar aquilo que por cá se designa e bem, por chá. A novidade chegou a Inglaterra e os beefs tinham que dar um nome à bebida. Não foi necessário dar muita volta à mioleira, porque o baptismo surgiu naturalmente mas num contexto paradoxal. Quando os nossos navios carregados de chá eram albaroados e saqueados pelos piratas ao serviço dos ingleses, os sacos que transportavam o nosso chá, não tinham propriamente a palavra, chá, escrita nos mesmos, antes Transporte de Ervas Aromáticas (TEA). Portanto, meus caros, a verdade é que os beefs não bebem chá. Os beefs bebem transporte de ervas aromáticas. Já eram asnos há centenas de anos.
João Andarilho
DEGUSTAÇÃO
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| Pintura de autor |
Tento não olhar para o rectângulo que debita poluição visual. De raspão vejo as mesmas figuras e figurões de sempre e sempre a toda a hora debitados. Concentro-me o mais que posso no repasto que me foi servido para degustação. Bom proveito para mim, Andarilho.
João Andarilho
LISBOA MENINA E MOÇA
Por razões várias, há bastante tempo que não surgia oportunidade de fazer turismo na minha cidade de Lisboa. Assim sendo e a oportunidade surgindo, andarilhei pela baixa da cidade, sob abençoada chuva outonal, embicando direito à magnífica Praça do Comércio, vulgo Terreiro do Paço, prosseguindo no percurso ribeirinho até ao cais de embarque de Santa Apolónia e subindo por Alfama acima em direção às escadinhas de São Crispim de boa memória. De volta à Praça D. Pedro IV , vulgo Praça do Rossio, mentalmente fiz uma análise rápida à minha caminhada e ao que dela pude concluir. E a conclusão é necessariamente rápida porque despertou-me para a realidade actual da minha cidade:
Destaco uma degradação geral, quer em termos de limpeza e asseio quer em termos urbanísticos, nomeadamente, as ruas com o asfalto degradado e os passeios mal calcetados, as fachadas sujas e cheias de grafitis. A contribuir para a degradação a quantidade absolutamente esmagadora de um meio de transporte que terá vindo para ficar (espero que desapareça), os chamados tuc-tuc, importados de orientais paragens, certamente acompanhando a horda incomensurável de turistas que demanda a nossa capital. Em Alfama, constatei existirem, ainda, moradores originais do bairro, mas que, aos poucos, a criminosa legislação que permitiu a criação de AL e a expulsão dos seus moradores, veio promover a sua descaracterização e apagamento progressivo das suas tradições, assistindo-se à sua tomada por gente estranha, de paragens estranhas, de baixa formação e que só arranha, por necessidade, a língua de Camões.
Dizem certas pessoas no alto da sua sabedoria e poder discricionário que vivemos num tempo de globalização e de direitos e direitos das minorias e outras patetices para aqui e para acolá. É uma tal sociedade "woke", que para mim mais nada é que uma sociedade oca, sem valores e permissiva ao absurdo e estupidez. Como é óbvio, uma cidade é o espelho da sociedade que nela habita, constatando assim que Lisboa está doente e precisa urgentemente de cura e de outras políticas.
Posto isto, tristemente levo o coração pesado e a alma amargurada pelo que vi e senti, lamentando o estado a que isto chegou, não tanto por mim mas pelas gerações vindouras.
João Andarilho.
A COR DA REVOLUÇÃO
Celeste Caeiro, assim se chamava a Senhora que deu cor à Revolução. |
Faleceu hoje a Senhora Celeste, florista e pessoa simples que, na hora certa, deu cor à Revolução e fez florir a esperança depositada no coração do povo português, naquele 25 de Abril de 74. O seu gesto, genuíno, marcou, de forma indelével, um dos dias mais simbólicos da história deste país.
A minha singela homenagem a esta cidadã que agora nos deixou.
João Andarilho
O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO
HIPOTENUSA
O UIVO DE MONTEJUNTO Porque resulta de interesse histórico e natural conhecimento, com a devida vénia se transcreve o texto infra . O Último...