terça-feira, 4 de dezembro de 2018



CHITA


Hoje é o dia Mundial da Chita.

Sabia que a chita consegue chegar à velocidade máxima de 110 Km/h em apenas 3 s? É o mamífero mais rápido do mundo! Na peugada das suas presas podem mudar instantaneamente de direcção para apanhá-las. A sua presa preferida é o antílope e caça normalmente de dia beneficiando de uma camuflagem natural que se mistura com a cor da savana seca. Apenas necessita de beber a cada 3, 4 dias. No esforço para alcançar a presa resulta um grande dispêndio de energia e se for bem sucedida, rapidamente arrasta a presa morta  para um local seguro, normalmente debaixo de árvores.


As fêmeas têm normalmente 2 a 3 crias por ninhada e vivem juntas até  um ano e meio  a dois anos. As crias durante o primeiro ano aprendem com a mãe as técnicas de caça por meio de jogos de brincadeira. Os machos vivem sozinhos ou com o seu irmão. Vivem sobretudo no Leste e no Sudoeste africano.

João da Savana


UM NAVIO DE LUXO



FUNCHAL, navio de bandeira portuguesa, entrou ao serviço em 1961, representou um enorme progresso nas viagens para os arquipélagos da Madeira e dos Açores, pela sua rapidez, o  seu luxo e a sua modernidade, com interiores amplos e decorados com um refinado bom gosto, sofás de cabedal e anteparas forradas com madeira.

Foi desenvolvido pelo Engenheiro Construtor Naval português, Rogério de Oliveira em conjunto com o armador, Senhor Vasco Bensaúde. Este armador era uma pessoa com elevado gosto e sentido estético, habituado a viver nos melhores paquetes do mundo, tendo o FUNCHAL reflectido os mais elevados padrões de qualidade e estética.

Tinha lotação para quatrocentos passageiros sendo oitenta de primeira classe, cento e cinquenta e seis de turística A e cento e oitenta e quatro de turística B. Media cento e cinquenta e dois metros com dezanove metros de boca e estava equipado com turbinas a vapor Parsons, desenvolvendo treze mil e oitocentos cavalos, que accionavam dois hélices a uma velocidade de serviço de vinte e um nós, o que permitia fazer a viagem de Lisboa ao Funchal em vinte e seis horas apenas.




Era o navio oficial da presidência da república em viagens oficiais e também particulares. Em  1972, nele embarcou o presidente da República, Américo Thomaz, para representar Portugal nas comemorações dos 150 anos da independência do Brasil. Nessa altura, foi equipado com uma piscina e pintado com casco de azul escuro, adoptando as  mesmas cores do iate da rainha de Inglaterra.

Um passageiro frequentador deste paquete era o escritor Vitorino Nemésio que, se definia como " um passageiro encartado dos Navios da Insulana dos velhos armadores Bensaúdes. No livro de honra do navio escreveu: "tudo neste FUNCHAL up to date me deslumbra: a velocidade record, a linha dos decks elegantíssimos (…) a casa de navegação apetrechada dos mais finos nervos da náutica e enfim, a ponte onde o impecável Comandante Bio, com a sua tripulação exemplar, vela por quantos aqui vão." 
(Luís Miguel Correia)


Depois  de ter sofrido ao longo dos anos sucessivos melhoramentos ao nível de motores e equipamentos e ter mudado de bandeira e regressado à bandeira portuguesa, sofreu várias vicissitudes na sua existência mostrando-se, actualmente, humilhantemente acorrentado às docas do Poço do Bispo em Lisboa, quem sabe à espera de uma milagrosa ressurreição.


João Marinheiro




OS LEÕES DO MAR

1946, com a viagem inaugural do ANGRA DO HEROÍSMO, a frota de paquetes portugueses atingia os vinte e seis navios, a maior frota de sempre.


Era um orgulho para o país ter uma frota desta dimensão e com a qualidade e modernidade dos seus navios. 


A CCN (Companhia Colonial de Navegação), possuía os três maiores paquetes: o INFANTE DON HENRIQUE, o SANTA MARIA  e o VERA CRUZ, além destes possuía igualmente o PÁTRIA e o UÍGE. Todos faziam as carreiras de África com excepção do SANTA MARIA,  qua fazia as carreiras da América Central.




A CNN (Companhia Nacional de Navegação), possuía o maior número de paquetes, com nove navios: o PRÍCIPE PERFEITO, que era o navio almirante, os gémeos ANGOLA e MOÇAMBIQUE,  o NIASSA, os irmãos ÍNDIA  e TIMOR, o QUANZA  e os gémeos  LÚRIO E ZAMBÉZIA. Todos eles faziam as carreiras de África e extremo oriente.




A EIN (Empresa Insulana de Navegação), fazia a carreira dos Açores e da Madeira e possuía seis navios: FUNCHAL, ANGRA DO HEROÍSMO, CARVALHO ARAÚJO, LIMA, PONTA DELADA  e CEDROS.




A SG (Sociedade Geral de Comércio Indústria e Transportes), empresa do grupo CUF, detinha cinco paquetes: AMÉLIA DE MELLO, ALFREDO DA SILVA, ANA MAFALDA, RITA MARIA e MANUEL ALFREDO, utilizados nas carreiras de Angola (AMÉLIA DE MELLO), Cabo Verde e Guiné.


Havia sempre paquetes em Lisboa e, para além das linhas regulares e cruzeiros, os nossos navios de passageiros asseguravam o transporte de tropas e material de guerra para as colónias.

Actualmente, a frota de paquetes da nossa marinha mercante é constituída por zero navios! Mas a coisa poderá estar a mudar uma vez que se perspectiva num futuro breve, a constituição de uma companhia portuguesa de exploração de cruzeiros, com a aquisição de vários navios para esse fim. A ver vamos!

Mas que a antiga frota deixa saudades lá isso deixa. 


João Marinheiro







segunda-feira, 3 de dezembro de 2018



INTERIORIDADE VS DESERTIFICAÇÃO

A Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, revela que o tempo de espera no Hospital do Litoral Alentejano, na especialidade de Oftalmologia, é de 330 dias e, na área de Otorrinolaringologia, ascende a 600.

Mais "grave", esclarece, é o facto de "desde Julho, não serem realizadas cirurgias nas especialidades de Ginecologia, Otorrinolaringologia e Urologia, agravando assim em muito tempo de espera as respectivas cirurgias", daí podendo resultar para os utentes "consequências imprevisíveis e graves".

Os utentes dizem ser ainda, "inadmissível" que, não havendo cirurgias oncológicas "há largos meses", possam "vir a perder o órgão".

A par os equipamentos obsoletos, que estão " há cerca de um ano sem reparação  ou substituição", a coordenadora alerta para a necessidade de contratar mais médicos, salientando que a saída de clínicos de Gastroenterologia coloca em risco o encerramento deste serviço e que, na Extensão de Saúde do Canal Caveira, no Concelho de Grândola, não existem cuidados médicos "há cerca de um mês".

In "Terras de Abril"



Não meus amigos, não estamos no século XX em plena ditadura. Isto é actual, passa-se bem dentro do nosso século XXI, num país ocidental, catalogado de "desenvolvido". É a desertificação em marcha como consequência do desinvestimento público em áreas essenciais com são, a Saúde, a Educação, a Justiça, os Transportes e as Comunicações. 

A solução, em meu entender, é simples. Apostar no desenvolvimento harmonioso do nosso território desviando as verbas necessárias para a sua aplicação. Para isso será necessário romper com os constrangimentos orçamentais impostos pelo exterior. A solução é voltarmos a ser um país soberano e independente, com moeda própria  e controlo da nosssa economia.

HAJA CORAGEM.

João Esperançoso


domingo, 2 de dezembro de 2018




ANTÓNIO CHARRUA (PINTOR)
(1925-2008)


António Charrua, nascido na cidade de Évora, iniciou a sua actividade de pintor e artista nos anos 50 do século XX, começando por explorar a figuração humana, os espaços da cidade e, na década seguinte a abstração. Na década de 70 muda para uma exploração da pintura-escultura, usando outros materiais como ferro e madeira.
No final dessa década aprofunda a pesquisa sobre as relações entre formas e símbolos, a génese e a transformação da consciência e nas seguintes acentua-se uma busca de sentido para a humanidade. 





João Plástico

sábado, 1 de dezembro de 2018




1640, Dezembro 1 

"No Sábado, um grupo que se estima em quarenta nobres dirigiu-se pelas nove horas ao Paço da Ribeira, onde venceu a resistência da guarda real e reduziu ao silêncio a Duquesa de Mântua, governadora do Reino que, invocando o princípio da obediência, lhe saíra ao caminho. Não tardou que Miguel Vasconcelos, secretário de Estado e Símbolo do ódio que os portugueses votavam a Castela, fosse descoberto num armário de papéis. Logo morto a tiro, foi o seu corpo lançado pela varanda e sujeito às iras da população que, entretanto, acorrera em apoio dos conjurados"

In "História de Portugal" de José Hermano Saraiva, por Joaquim Veríssimo Serrão



E assim foi restaurada a Independência do Reino de Portugal, sob domínio dos Reis Castelhanos - Filipe II, Filipe II e Filipe IV -  de 1580 a 1640.



1975 (II)

Sundu ia maié


"A puta da professora de matemática pôs os retornados na fila mais afastada das janelas, nos lugares com menos luz. Deve pensar que somos como as rosas da mãe que murchavam se não lhes dava o sol, deve ser isso. Um dos retornados que responda, era o que faltava, a puta nunca diz os nossos nomes, um dos retornados que responda. Era o que faltava, nunca abro a boca. O retornado da cadeira do fundo que responda, insistiu a gaja, estava mesmo a querer farra. Custa assim tanto decorar o meu nome, se me chamasse Kijibanganga ainda tinha desculpa, mas Rui, porra, é um nome fácil e mesmo que me chamasse Kijibanganga, a puta tinha obrigação de decorar".

Excerto do Livro "O Retorno" de Dulce Maria Cardoso



Ao tempo da descolonização foi muito forte o sentimento de rejeição e descriminação a que os refugiados das ex:colónias, nomeadamente de Angola, foram sujeitos por parte dos portugueses metropolitanos. Ainda hoje subsistem resquícios desses tempos muito embora o tempo trate de sarar as feridas desse tempo. 

João Passado dos Carretos

O UIVO DE MONTEJUNTO Porque resulta de interesse histórico e natural conhecimento, com a devida vénia se transcreve o texto infra . O Último...