quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019



iCub



É um robot humanoide de fonte aberta (podemos aceder abertamente ao seu hardware e software), com 1 m de altura para pesquisa em cognição humana e inteligência artificial. Foi desenhado e concebido por um consórcio de várias universidades europeias e construído pelo Instituto Italiano de Tecnologia.
O nome deriva parcialmente de um acrónimo inglês (Cub Standing for Cognitive Universal Body).

O mundo da robótica e da inteligência artificial avança a passos largos. Esta ciência fantástica que já está presente entre nós sem darmos por isso, uma vez que já interagimos com ela no dia-a-dia, nas nossas cozinhas e diversa aparelhagem doméstica, vai avançando para níveis antes imaginados e que agora começa a dar os primeiros passos e de que o iCub é exemplo, conforme foi referido pelo professor e investigador do IST, José Santos Víctor, recentemente, na Fundação Calouste Gulbenkian, no evento "La Nuit Des Idées" - Enfrentar o Nosso Tempo -

Pois este rapazito humanoide é capaz de gatinhar, sentar-se, levantar-se e andar. Consegue, também, manipular objectos (aliás grande parte da investigação tem a ver com o desenvolvimento da habilidade e destreza do movimento da mão).
Além disso, também está a ser desenvolvida a rede neural-electrónica em ligação com os olhos da pequena criatura que são nada mais nada menos do que duas câmaras incorporadas. 


A evolução da inteligência artificial vai ser muito rápida e não me admira que, daqui a dez anos, robots com uma excelente capacidade cognitiva faça parte do dia-a-dia das nossas casas.

Olhó Robot!

João Bits&Bites



terça-feira, 12 de fevereiro de 2019




«FALHÁMOS A VIDA MENINO»



Um destes dias, o meu  homónimo amigo JC, que muito prezo, escreveu no seu blog algo sobre o velho RAMALHETE, palácio conhecido por ter sido casa de família de Carlos da Maia protagonista principal do ramance "Os Maias" do grande romancista português do século XIX, Eça de Queirós. 
Como ele, li e reli esta obra queiroziana e sempre encontrei algo de novo na sua leitura, porque a leitura é um permanente descobrimento.
O meu caro JC (Olisipógrafo de Valmedo), bem haja, descobriu que o dito palácio se mostra, hoje em dia, arrendado a uma figura mundialmente conhecida como MADONNA, aquela cançonetista, coreógrafa e rebelde americana, que trocou o seu país natal pelas exóticas paragens da capital do nosso império.
Do percurso consistente desta famosa diva da música popular (ainda tentou o cinema com pouco sucesso), podemos concluir que o Ramalhete e a dito-cuja se casam na perfeição, não ficasse a sua história ligada aos amores incestuosos de Carlos da Maia com Maria Eduarda.



Ainda me perguntei se MADONNA, não seria uma reencarnação da famosa personagem de Eça, Maria Eduarda, deseperadamente procurando (desperately seeking) o seu Carlos da Maia no São Carlos e arrabaldes.

«Falhámos a Vida Menino» (comentário do grande amigo de Carlos da Maia, João da Ega, no reencontro de ambos, 10 anos depois, em Lisboa)

João Andarilho








segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019



A BICA








Uma BICA por favor!

João Andarilho

O AVIÃO

O leitor, se tiver a minha idade, ainda certamente se lembrará do famoso avião estacionado junto à 2ª circular, que servia como bar de alterne e que aí funcionou nessa qualidade durante largos anos.

Pois bem, a sua história é recambolesca. Segundo pesquisei, tratava-se de um aparelho Convair 880, de matrícula americana, proveniente de Sarjan, nos Emiratos Árabes Unidos. Pelos vistos era uma raridade este tipo de avião, uma vez que apenas foram construídos 65 exemplares, não tendo resistido à melhor performance da concorrência na altura.


Um belo dia, em Março de 1980, aterrou no ex: Aeroporto da Portela, actual Aeroporto Humberto Delgado, no parque "F", somente com a tripulação. Mais nada trazia e era um avião civil. Ali ficou bastante tempo e nunca mais se soube do rasto da sua tripulação.
A empresa fretadora pretendia proceder a "carregamento não específicado" que, mais tarde se veio a saber ser material de guerra (excedente das nossas forças armadas da guerra no ex: ultramar). 
O problema é que o avião era civil e, devido a Portugal ter assinado a chamada Convenção de Chicago de 1944, que proibia o transporte de material militar em aviões civis, a operação foi abortada pelo então PM Sá Carneiro.

O Avião acabou por sair do aeroporto, em direcção aos EUA, num dia 4 de Maio, não se sabendo como, sem licenças e sem terem sido pagas as dívidas das taxas de estacionamento.
Já durante o voo, o comandante teve a notícia de que, misteriosamente, todas as empresas envolvidas no negócio tinham deixado de existir e, como tal, não estava autorizado a aterrar neste país. 

Assim, o comandante decidiu regressar à Portela, estacionar o Convair no parque tão bem seu conhecido e desaparecer.
Ali ficou a apodrecer, ninguém queria pegar nele, até que a administração do aeroporto, sem esperança de receber nada por ele, decidiu fazer um leilão. 
Apareceu então um empresário da noite que arrematou o avião e, obtidas as necessárias licenças, foi autorizado a aterrar no outro lado da Segunda Circular, tendo sido transformado num bar de alterne, de nome "O Avião", que ali ficou por muitos anos e que era glosado pelo tipo de actividade que ali era praticado.

Há quem lhe chamasse o "Tolan" da Segunda Circular. Mas o "Tolan" é outra história que fica para outra ocasião.

João El Avioncito



domingo, 10 de fevereiro de 2019




ROBERT ALLEN ZIMEERMAN



Adoptou como nome artístico Bob Dylan, inspirado em Dylan Thomas, poeta e escritor do País de Gales, em desfavor de Elston Gunn, usado no início da sua carreira.

Nobel da Literatura em 2016, dando origem a posições antagónicas dentro do mundo literário quanto à justeza da atribuição, teve como fundamentação a qualidade literária dos versos das suas canções, nomeadamente a letra da canção "Subterranean Homesick Blues", de 1965.

Músico de intervenção, ajudou as gerações mais jovens a libertarem as suas mentes e percepcionarem o mundo e o seu país de uma forma crítica e aberta, transformando-se num dos símbolos da resistência da juventude à guerra no Vietnam.

Bowie dedicou-lhe uma canção, intitulada "Song for Bob Dylan" que, além de ser um tributo ao grande artista, era também o reconhecimento da sua importância para várias  gerações.

Blowing in The Wind, um dos hinos da música foi escrito em apenas dez minutos de inspiração num bar nova-iorquino, em 1962. A sua voz, ímpar, nasal, dá corpo e alma à letra das suas canções.

As mensagens subliminares das letras da suas canções, permanecerão sempre ligadas aos movimentos de protesto e rebeldia um pouco por todo o mundo.

Sir Bob Dylan o mito da canção norte-americana.

João Contrabaixo














sábado, 9 de fevereiro de 2019



A BACTÉRIA 


Somos prisioneiros de um poder global, imperial , que se espalhou pelo globo como uma super bactéria. Suga- nos até ao tutano, até à exaustão, espreme a nossa força de trabalho, trabalho escravo, por isso mal remunerado, sempre buscando o lucro máximo com o mínimo de dispêndio para o conseguir. A isto se chama capitalismo ultra-liberal. Menos direitos, mais facilidade nos despedimentos, maior mobilidade para conseguirem permanentemente força de trabalho à mão, com poucos direitos e sempre menor salário, maior pressão sobre o trabalhador, mais horas de trabalho pelo mesmo salário, mais desregulação nas leis do trabalho, subterfúgios para aumentar a idade da reforma. Está doente a nossa sociedade. Há um retrocesso civilizacional desde o fim da segunda guerra mundial onde foram conquistados direitos que se julgavam permanentes. Direito a um emprego para a vida com uma digna remuneração. Um bom serviço de protecção social e expectativa de uma reforma segura e final de vida com dignidade e respeito. 



Por outro lado as pessoas, como consequência do controlo da comunicação social pelo mesmo sistema, que acaba assim por promover e aquilosar a informação de uma forma nada democrática, em que a censura é explícita e  a falta de democracia é gritante, priviligiando-se um pensamento e excluindo-se outros, as pessoas, dizia, acabam tendencialmente por escolher as opções políticas que se lhes apresentam, como se não houvesse alternativas, que existem, mas cuja visibilidade é coartada e sabotada a sua mensagem política subjacente.
É um problema que a sociedade terá que resolver, a bem ou a mal, porque o sofrimento e a depressão, o mal estar que resulta desta situação de uns viverem pornograficamente à custa do trabalho e sacrificio dos outros, acabam por levar à ira e ao levantamento das consciências das massas. É isto que o capitalismo teme mas não haverá volta a dar.

João Proletário 


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019




TLI

The Last Internationale, é uma banda norte americana formada pela vocalista, Dalila Paz e pelo guitarrista Edgey Pires.

https://youtu.be/D3QQuz5bQuI


Esta noite estarão em Torres Vedras para actuar no Bang Venue, espaço intimista como é do agrado da banda, para apresentação do seu novo trabalho "Soul on Fire".
Irão, assim, tomar presença pela segunda vez neste palco desta cidade da região Oeste, depois de, em 2017, o terem feito com enorme sucesso como aliás era esperado.
Desta feita, para além dos clássicos da banda, poderemos escutar músicas do seu novo álbum.
A primeira vez que tive o privilégio de os ver ao vivo e passar a ser fã, foi na Festa do Avante! de 2015. Espectáculo que, aliás, não correu da melhor forma, não por culpa da banda mas porque houve uma falha técnica de origem alheia e que muito prejudicou a actuação.

 Festa do Avante! 2015

 Mais uma noite mágica em perspectiva. Caro leitor, apareça que vai ver que valeu a pena.

João Andarilho




  O PALITAR DA VIDA   Como os dentes devemos palitar a vida todos os dias. Sou do tempo em que não havia modernices ao estilo do fio den...