quarta-feira, 22 de abril de 2020



V.I. LÉNINE
 22-04-1870/21-01-1924

150 ANOS






Comemora-se, hoje, 22 de Abril de 2020, o 150º aniversário do nascimento de Vladímir Ilich Uliánov (Lénine).
Licenciado em Direito, dedica-se essencialmente a defender os camponeses pobres. Influenciado pelos ensinamentos de Marx e Engels, organiza um círculo marxista em 1882, cujos membros, para além do estudo de Marx e Engels, realizam uma intensa propaganda do marxismo. 

Em 1899, é publicado o "O Desenvolvimento do Capitalismo na Rússia", obra de Lénine sob o pseudónimo de "Vladímir Iline".

Em 1902, é publicado o seu livro "O Que Fazer?" que desempenhou um imenso papel na estruturação no Partido Operário Social-democrata da Rússia. 

Em 1906, publica "Um Passo em Frente, Dois Passos Atrás".

Em Julho de 1905, é publicada a sua obra "Duas Táticas da Social-Democracia na Revolução Democrática". 

Em 1909 é publicado em Moscovo o livro de Lénine, sob o pseudónimo de "Vladímir Iline", "Materialismo e Empiriocriticismo".

Em Dezembro de 1910, Lénine publica mais de 50 artigos  e notas na revista Misl ( O Pensamento) de Moscovo e no jornal Zvesdá em São Petersburgo. Sob a sua direcção este jornal torna-se um verdadeiro e combativo jornal marxista. 

Na primavera de 1912 é fundado em São Petersburgo, o jornal  bolchevique PRAVDA, cujo primeiro número saiu em 22 de Abril (5 de Maio).

Em Abril de 2017, já depois da queda do Czar e do seu regime, é publicada a obra "Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo". 

A 4 de Abril de 1917, participa numa reunião de bolcheviques, onde leu as teses "Sobre as teses do proletariado na presente revolução", as quais entraram na história sob o nome de "Teses de Abril".

Em Agosto  de 2017, escreve as importantes obras " O Estado e a Revolução, a catástrofe que nos ameaça e como combatê-la".

Em Outubro escreve a obra " Conservarão os bolcheviques o poder de Estado?".

Na noite de 25 de Outubro de 2017, é lida a "Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado", da qual Lénine foi o autor e que serviu de base à primeira constituição soviética.

Em Outubro de 1918 é publicado o livro " A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky".

Em 2020, escreve o livro "A Doença Infantil do «Esquerdismo» no Comunismo".

Em 13 de Novembro de 1922, já gravemente doente, no IV Congresso da Internacional Comunista, apresenta o relatório " Cinco anos da revolução russa e as perspectivas da revolução mundial ".

Entre Novembro de 1922 e Fevereiro de 1923, ditou os seus últimos e bem conhecidos artigos: Carta ao Congresso, Páginas do diário, Sobre a cooperação, Sobre a nossa revolução, Como devemos reorganizar a inspecção operária e camponesa? e É melhor menos, mas melhor

Em 21 de Janeiro de 1924, às 18:50 horas, Lénine sucumbiu a um derrame cerebral.

Fonte " Sítio do Partido Comunista Português"


João Andarilho






22 e ABRIL


Neste dia e neste mês nasce muita gente e comemora-se o nascimento de muitos mais. Neste dia e neste mês há 28 anos nasceu o meu primogénito João de seu nome. O seu nascimento abanou a pessoa que então passou a ser pai, precisamente porque sê-lo implicou a assumpção instantânea da inerente responsabilidade e isso foi sentido no momento em que, tremendo de emoção, o senti nos meus braços.
A ti meu pequenino um abraço de pai.


João 

segunda-feira, 20 de abril de 2020



HALLEY


O Cometa fez por passar perto do planeta em 19 de Maio de 1910. Jesus, que o mundo estava prestes a acabar segundo as previsões, nesse dia de Maio. Já não iríamos ter oportunidade, cá na lusa pátria de assistir ao fim da monarquia e à inauguração da República. Havia que tomar providências e viver o máximo até às últimas consequências!
Não sei o que por acá sucedeu nesses dias de expectativa terrena, mas em França o ocaso da vida, a espada que nos estava a nós terráqueos e a todas as espécies de vertebrados e invertebrados destinada, fez gerar o pânico e grande apreensão. Sobre este acontecimento dramático, porém, chegou aos nossos dias sob a forma de postal ilustrado vindo de Paris, a caricatura magnífica do terror dos parisienses e a fuga para a Lua e Marte. Pormenor delicioso, num dos postais, um casal abraçado à espera do desenlace fatal. No fundo a serenidade no meio do caos. 




Fonte "Ephemera - Bibloteca e Arquivo de José Pacheco Pereira"

João Andarilho

domingo, 12 de abril de 2020



CHINA 


Nos tempos que correm, muito se tem falado da China e de chineses a propósito do Covid19, vírus que, supostamente, teve origem numa província chinesa e que, rapidamente, se globalizou obrigando a OMS a decretar o estado de pandemia a nível planetário.



Muito se fala sobre uma civilização de 5000 anos mas pouco dela se conhece. Para ajudar um pouco ao conhecimento de uma cultura tão antiga e fascinante, passo a transcrever uma parte das Cartas Escritas da Índia e da China nos anos de 1815 a 1835, de José Ignácio de Andrade a sua mulher D. Maria de Gertrudes:










João Andarilho



sexta-feira, 27 de março de 2020


EL PIBE


Acabei de ler o livro "Eu Sou El Diego" que não deixa de ser uma auto-biografia de Armando Diego MARADONA, "El Pibe".
Para quem, como eu, com 57 anos de idade, dois anos mais novo, acompanhou a sua carreira desportiva desde o início até ao fim, por sermos da mesma geração, foi cativante ler o seu percurso de vida como profissional de futebol.
É um livro escrito com paixão e revolta, mas também encerra um alerta.
Com paixão porque este miúdo adorava e adora o futebol e a sua vida era e é o futebol.
Com revolta porque o futebol que ele adora  e que teve o condão de o guindar a um patamar inigualável, também o levou a um patamar de auto-destruição que quase o aniquilou fisicamente.
Daí um alerta à juventude para os perigos da fortuna fácil e da facilidade com que se pode ser alienado e conduzido por caminhos que levam ao abismo.

Deu-me muito prazer a sua leitura porque me fez recordar tempos que já lá vão, recordar os grandes jogadores da Argentina, do Brasil, de Itália, da Alemanha, de França e de Espanha, as grandes equipas como o seu Boca Juniores, o River, o seu Nápoles, o Barcelona e Real Madrid, a sua selecção ARGENTINA e o título de campeão do mundo no México mais a mão de Deus, os Mundiais de 78, de 82, de 86, de 90 e 94, os seus protagonistas, jogadores que fizeram parte da minha felicidade de adolescente e que, a dado momento  da leitura me eram recordados e por mim assumidos como se ainda hoje os tivesse a ver no activo, a jogarem na minha imaginação transportado-me para essa época.
Ia fazendo um exercício de memória à medida que os jogos e as competições eram descritos, o que me levou à procura de podcast dos mesmos. Voltei a ser um menino, um adolescente. Fez-me bem à alma.


Uma mágoa me deixou da leitura do livro: a única referência que Diego faz ao futebol português teve a ver com o episódio que teve com o guarda - redes do Sporting, numa eliminatória da taça UEFA, em 1989 * quando o Nápoles se deslocou a Alvalade e empatou a zero bolas, no momento em que se prestava para executar a transformação de uma grande penalidade, foi interpelado pelo Ivkovic que apostou 100 dólares em como defendia o seu remate. De facto, Maradona falhou e teve que pagar. Não foi a primeira nem a última vez, porque no mundial de 1990, em Itália, contra a Jugoslávia, era guarda-redes o mesmo Ivcovic e Maradona voltou a perder outra aposta com ele no falhanço da marcação de uma outra grande penalidade.
Maradona faz referência na parte final do livro a 100 jogadores que o marcaram e, lamentavelmente, nenhum é português, nem o rei Eusébio. Terá sido um esquecimento imperdoável de uma figura considerada como o melhor futebolista de todos os tempos. 

* Nápoles venceu a Taça UEFA


João Andarilho


quinta-feira, 26 de março de 2020


HIPOCRISIA TERRENA

No momento em que a humanidade enfrenta uma pandemia coisa nunca experienciada por quase ninguém que habita o Planeta Azul, assiste-se por esse mundo à tomada de medidas de emergência para debelar o vírus popularmente conhecido por "corona". A mobilização é quase geral, dos cidadãos, das empresas, da administração pública, dos governos e das estruturas do Estado. Digo quase geral porque há sempre surpreendentes (ou não), excepções. Vou só referir duas; a UE (mais conhecida por União Europeia), da qual fazemos parte e a Igreja Católica Apostólica Romana.
A primeira é a continuação de uma desilusão, grande desilusão. Contrariamente ao significado da sua denominação, não há nenhuma União entre Estados para ajudar as pessoas, os povos que a integram. O protagonismo dos reais e habituais Reais Figurantes que com alegre ligeireza, ao longo dos anos, carregam em impostos os cidadãos, promovendo a desigualdade entre eles, o desemprego e favorecendo pornograficamente as grandes corporações financeiras capitalistas, no momento de emergência por que passamos o seu silêncio, a sua omissão é escandalosa. O sofrimento por que passa a nação italiana, é paradigmático desta criminosa omissão /desaparecimento da chamada UE. Ao contrário da recusa de auxílio por parte da UE, esse apoio veio de imediato de países que nada têm a ver com a realidade egoísta do mundo ocidental. A ajuda veio da República Popular da China, da Federação Russa e da República de Cuba. Veio em força, com meios humanos e materiais.
Na minha opinião, nada vai ficar como dantes em termos sociais, económicos e políticos depois de passada esta gigantesca catástrofe humanitária;
A outra é a toda poderosa Igreja Católica Apostólica Romana, instituição global, pandémica como o vírus,  mais rica e poderosa do planeta .  A decisão de pôr à disposição do mundo e das pessoas,  os seus recursos e a sua incomensuravel riqueza seria muito bem vinda e de acordo com os ensinamentos de Cristo. Não chega a oração, não chega a fé, não chegam as palavras bonitas de fé e de esperança. Era necessária a acção no terreno, não com palavras sem sentido por não terem sentido e nem serem sentidas.
Num livro auto-biografico de Maradona intitulado "Eu sou El Diego', na página 141/142, na sua edição portuguesa, diz o autor a propósito da visita que fez ao Vaticano e a Sua Eminência o Papa João Paulo II : < sim zanguei-me com o Papa. Zanguei-me porque fui ao Vaticano e vi os tectos de ouro. E, depois, ouvi o Papa dizer que se preocupava com os pobres... Mas, então, vende o tecto campeão, faz alguma coisa! Ainda por cima foste guarda-redes. Para que existe o Banco Ambrosiano? Para vender drogas e contrabando como está escarrapachado no livro "Por vontade de Deus"? Eu li-o porque não sou nenhum ignorante. E também estive com o Papa porque sou famoso.
Foi, foi decepcionante. Eu já contei: deu um rosário à Cláudia, deu um rosário a não sei quem mais e, quando chegou a minha vez disse-me em italiano : "Este é especial para ti". Eu só disse obrigado, mais nada. Estava nervoso. Íamos andando e pedi à minha velha que me mostrasse o seu rosário... era igualzinho ao meu! Eu disse-lhe: "não pode ser, o meu é especial, o Papa disse-me que era especial". Aproximei-me e perguntei-lhe: "Desculpe, Sua Santidade, qual a diferença entre o meu e o da minha mãe?". Não me respondeu... Olhou para mim, deu-me uma palmadinha, sorriu e continuámos a andar. Uma falta de respeito total, uma palmadinha e mais nada! Diego, não me chateies e pira-te que tenho mais gente à espera, foi o que me quis dizer com a palmadinha nas costas.  

Como Diego, visitei o Vaticano e, meus amigos, só posso dizer que é deslumbrante!  São magníficos os quadros, as pinturas dos grandes génios, dos grandes Mestres! É grandioso o significado pintado na Capela Sistina! A riqueza brutal, do que ali está exposto é esmagadora, ficamos pequeninos perante a criação humana/divina dos autores. Mas tudo isto, toda esta riqueza é chocantemente contrastante com a Palavra e a doutrina cristã e com os ensinamentos de Cristo. Não sei se me faço entender, falo da riqueza material dos donos disto tudo, da poderosa instituição católica apostólica romana... Tudo isto revolta e faz pensar. É impressionante a máquina de fazer dinheiro que é o Vaticano. Basta fazer a excursão e observar as pilhas de gente que deambulam aqueles magníficos corredores. Terrífico! 

Sinceramente, espero que as mentalidades mudem por parte de quem tem poder para decidir das nossas vidas, para bem de todos, para a sustentabilidade do planeta. 

Que este venha a ser um susto educativo também. 

João Andarilho

quarta-feira, 25 de março de 2020









RESISTIR É VENCER


Podia perfeitamente ser a palavra de ordem dos habitantes da pequena aldeia gaulesa que, bravamente, resistia ao avanço do Império Romano, o Império de César.


Faleceu ontem o ilustrador francês Albert Uderzo, um dos criadores da banda desenhada de Astérix e Obélix. 



"Desapareceram, assim, os dois autores desta famosa banda desenhada francesa, que conta já com seis décadas de existência. 

O seu companheiro, René Goscinny, tinha falecido em 1977. 


Nascido em 25 de abril de 1927, Uderzo assinou as primeiras aventuras de Astérix, o Gaulês, com René Goscinny, em 1959.


O irredutível guerreiro gaulês apareceu pela primeira vez em Portugal, nas páginas da revista Foguetão, no dia 4 de maio de 1961.


Em 1967, foi editado o primeiro álbum de Astérix em Portugal: 'Astérix, o Gaulês'.


Em 2011, o cocriador de Astérix e Obélix, que assumira sozinho a continuação das aventuras, após a morte de Goscinny em 1977, passou o testemunho aos desenhadores Frédéric e Thierry Mébarki e ao guionista Jean-Yves Ferri.









As histórias sobre a pequena aldeia gaulesa rebelde, vendeu perto de 400 milhões de exemplares em todo o mundo e deu origem a mais de uma dezena de filmes, entre personagens reais e animadas e estão traduzidas em mais de 107 línguas e dialetos, incluindo a língua mirandesa."



As suas magníficas histórias magistralmente desenhadas, foram, durante muitos anos, da adolescência até aos dias de hoje, companhia de leitura e de prazer promovendo-me à leitura e à descoberta. Morreram os seus autores porém a obra ficou, felizmente com continuação assegurada para gáudio de toda a pequenada, dos 3 aos 99 anos. 




Que vive Astérix et Obélix... 




João Andarilho

  O PALITAR DA VIDA   Como os dentes devemos palitar a vida todos os dias. Sou do tempo em que não havia modernices ao estilo do fio den...